<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-15288286</id><updated>2012-01-23T11:33:18.397-08:00</updated><title type='text'>Projeto Sapiens Demens</title><subtitle type='html'>O que resta para um macaco? O que resta de um macaco?</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Viny Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13721069632693973355</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>46</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15288286.post-1137148830698153820</id><published>2009-02-28T11:06:00.000-08:00</published><updated>2009-02-28T11:08:12.645-08:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>O macaco agoniza, mas não morre!&lt;br /&gt;Aguardem!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15288286-1137148830698153820?l=projetosapiensdemens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/feeds/1137148830698153820/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15288286&amp;postID=1137148830698153820&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/1137148830698153820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/1137148830698153820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/2009/02/blog-post.html' title='...'/><author><name>Viny Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13721069632693973355</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15288286.post-6662159542535247052</id><published>2007-12-17T10:04:00.000-08:00</published><updated>2007-12-17T10:06:38.700-08:00</updated><title type='text'>Flâneur, Deriva, Modernidade e Situações.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;Walter Benjamin analisa a obra de Charles Baudelaire, para nesta tentar localizar as transformações que a modernidade gera nas cidades e consequentemente nos homens, ele se encontra com o &lt;i style=""&gt;flâneur&lt;/i&gt;, aquele que perambula pelas ruas, que emerge na multidão de anônimos e vivência a cidade de forma lúdica. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;A modernidade trouxe consigo a ordem e moral burguesa, a forma de organização das fábricas, aplicada na vivência das pessoas, na forma como se locomovem e como agem na metrópole. Para Baudelaire neste momento, o artista deveria tornar-se um “Botânico das calçadas”, ou seja, alguém que pudesse aplicar a fisiologia nas metrópoles. Para Benjamin, Baudelaire consegue através de sua obra imergir na cidade e vivenciando de a vida nesta de forma diferenciada, ele se posiciona diante da modernidade. Ele a confronta de forma lírica quando vive o boêmio, o &lt;i style=""&gt;flâneur&lt;/i&gt;, o usuário de haxixe, etc. A industrialização da vida tenta também industrializar a poesia e Baudelaire desafia as regras deste jogo social.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;A sociedade moderna capitalista é também a sociedade da dicotomia, público/ privado, homem/ cidadão, etc. Para o burguês a casa, o espaço privado, o espaço do homem torna-se um lugar de despolitização, onde a harmonia da decoração deve ser o lugar de refúgio das contradições e da feiúra do mundo lá fora. Mas somente para os burgueses a casa representa o domínio privado por excelência. Para as camadas mais pobres da sociedade urbanas, as moradias coletivas criam uma nova forma de experiência. O constrangimento criado pelo Estado, por considerar estas moradias coletivas lugares anti-higiênicos, faz com que os pobres moradores de cortiços, façam o uso privativo do espaço público e através das barricadas, lutem para redefinir ambos.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;A partir da metade do século XIX, o planejamento urbano de paris visando reduzir estes choques e conciliar os interesses do Estado e dos grandes grupos financeiros faz com que Paris se torne uma cidade fragmentada, onde cada região era como pequenos mundos incomunicáveis. A diferenciação entre bairros ricos e pobres levou à expansão da periferia da cidade, assim como a separação entre a residência e o local de trabalho tornou necessária a criação de uma rede de transportes capaz de garantir a circulação regular entre uma zona da cidade e outra.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;E é neste momento que Baudelaire nos mostra o &lt;i style=""&gt;flâneur&lt;/i&gt;, o vagabundo errante, sobrepõe o ócio ao “lazer”, é &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;aquele que se contrapõe a vida como um modo de produção serial, a esquizofrenizante divisão do espaço moderno, desafiando a divisão do trabalho. Ele não existe sem a multidão, mas não se confunde com ela. Ele caminha no meio da multidão e o efeito narcotizante que esta exerce sobre &lt;i style=""&gt;flâneur&lt;/i&gt;, é o mesmo que a mercadoria exerce sobre a multidão.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;Na década de 50 do século XX, um grupo de intelectuais, artistas e agitadores franceses, conhecidos pelo nome de Internacional Situacionista liderados pelo “doutor em nada” Guy-Ernest Debord, descontentes com o modo de vida e de consumo da sociedade mercantil espetacular, imposta pelo capitalismo moderno, perceberam que o novo urbanismo que reconfigurou a as metrópoles francesas, haviam transformado a vida social em espetáculo, onde os agentes sociais não passavam de espectadores de suas próprias vidas. Toda a participação social havia sido destruída pelo capital e a mercadoria era o único sujeito real desta ordem. Perceberam portanto que a cidade deveria ser recriada conforme a situação gerada no momento, ou ainda, a situação construída designava um “momento da vida, construído concreta e intencionalmente para a organização coletiva de um ambiente unitário e de um jogo de acontecimentos” (JACQUES, 2003).&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;Criaram, portanto a técnica ou o método experimental chamado de Deriva, que visa re-conhecer ou redescobrir a cidade desconstruindo as formas culturais tradicionais e impregnadas de pré-concepções, se utilizando de um caminhar sem direção ou rumo pré-definido.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;“As grandes cidades são favoráveis à distração que chamamos de deriva. A deriva é uma técnica do andar sem rumo. Ela se mistura à influência do cenário. Todas as casas são belas. A arquitetura deve se tornar apaixonante. Nós não saberíamos considerar tipos de construção menores. O novo urbanismo é inseparável das transformações econômicas e sociais felizmente inevitáveis. É possível se pensar que as reinvidicações revolucionárias de uma época correspondem à idéia que essa época tem da felicidade. A valorização dos lazeres não é uma brincadeira. Nós insistimos que é preciso se inventar novos jogos (...) Entre os diversos procedimentos situacionistas, a Deriva se apresenta como uma técnica de passagem rápida por ambiências variadas. O conceito de deriva está indissoluvelmente ligado ao reconhecimento de efeitos de natureza psicogeográfica e à afirmação de um comportamento lúdico-construtivo, o que o torna absolutamente oposto às tradicionais noções de viagem e de passeio” (DEBORD, 1958).&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;Conforme o descrito acima, podemos encontrar semelhanças latentes entre o &lt;i style=""&gt;flânerie&lt;/i&gt; e a Deriva, pois ambos se contrapõem ao modo de vida hegemônica do capitalismo, a transformação do tempo-livre em tempo-lazer mediado pela mercadoria, e valorizam a criação de novos jogos, novas situações (por isso o nome situacionistas), que priorizem a participação social. Tanto o vagabundo consciente encontrado por Walter Benjamin na obra de Baudelaire, quanto o vivenciador e criador de novas situações dos situacionistas se posicionam diante da modernidade de forma crítica. E tentam através de um novo olhar em relação a cidade, agir no mundo de forma lúdica e ativa e não contemplá-lo passivamente, e para isso se faz necessário criar novos jogos.&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:16;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Bibliografia.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="line-height: 150%;font-size:16;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;BENJAMIN, Walter. “Charles Baudelaire: Um lírico no auge do capitalismo” in: Obras Escolhidas volume III. Ed. Brasiliense.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;JACQUES, Berenstein Paola.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Apologia da Deriva. Escritos situaconistas sobre a cidade. Ed. Casa da Palavra, rio de janeiro, 2003.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15288286-6662159542535247052?l=projetosapiensdemens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/feeds/6662159542535247052/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15288286&amp;postID=6662159542535247052&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/6662159542535247052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/6662159542535247052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/2007/12/flneur-deriva-modernidade-e-situaes.html' title='Flâneur, Deriva, Modernidade e Situações.'/><author><name>Viny Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13721069632693973355</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15288286.post-4746476557132085149</id><published>2007-11-14T21:41:00.000-08:00</published><updated>2007-11-14T22:31:42.952-08:00</updated><title type='text'>Vermes!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pela terceira vez nesta semana, levantei por volta de 3 horas da manhã e não consegui mais dormir. Maldita insônia, malditos pensamentos, malditos acontecimentos que geram os pensamentos.&lt;br /&gt;Fui até o banheiro, lavei o rosto e ao levantar a cabeça, deparei-me com uma imagem no espelho. Um homem por volta de seus 30 anos, com o cabelo mal cortado, barba mal feita ou melhor dizendo, não feita, olheiras e cansaço, muito cansaço. Eu...cansado!&lt;br /&gt;Tentei por alguns instantes reconhecer os traços daquele homem que eu fui outrora, um olhar, um sorriso ou um sinal qualquer. Sim! Eu ainda me lembro, não faz muito tempo. Eu acreditava realmente nas pessoas, no mundo, nos projetos, em mim mesmo. Todas aquelas teorias complexas que tentavam explicar o porque agimos do modo X ou Y, resultaram apenas em uma conclusão para mim. Vermes!&lt;br /&gt;Procurei, procurei...mas não encontrei nada neste sujeito que vejo no espelho. Resolvi fazer um café.&lt;br /&gt;Enquanto preparava o café, percebi que já havia muito tempo que ninguém visitava esta casa, e que a muito tempo o telefone não tocava. O café ficou pronto. Sentei-me na velha poltrona vinho que sempre rangia quando eu me movimentava, dei um gole no café...forte, e encarei o telefone. Tomei coragem e disquei....&lt;br /&gt;O telefone chamou uma, duas, três vezes e ela atendeu.&lt;br /&gt;Desliguei!&lt;br /&gt;Dei outra golada na caneca de café, dei umas voltas pela sala e pensei: "Será que nunca mais conseguirei ter contato com outros iguais a mim?". Liguei novamente.&lt;br /&gt;O telefone chamou e ela atendeu com uma voz sonolenta.&lt;br /&gt;-Alô...Alô quem está falando?&lt;br /&gt;- Vermes!&lt;br /&gt;Desliguei.&lt;br /&gt;Cada vez mais a situação se tornava insustentável, ao mesmo tempo em que se tornava incompreensível para mim. Os vermes estavam por todos os cantos, todos os lados.&lt;br /&gt;Sim, eu já amei! Todos os outros idiotas do departamento em que eu trabalhava, diziam que o amor era a cura. E quando vieram minha primeiras crises de insônia, aliadas aos primeiros remédios e por sua vez aos primeiros vícios e as primeiras internações, todos...sem exceção nenhuma, disseram que eu deveria amar mais. Mas entre amar e ter uma arma apontada para a cabeça, sempre preferi a segunda opção.&lt;br /&gt;Aqui estou eu agora, no segundo andar de um edifício qualquer, em um apartamento apertado, numa sala suja, andando de um lado pro outro. O que há de romântico nisso?&lt;br /&gt;Terminei a caneca de café.&lt;br /&gt;Eram 3 horas da manhã, a cidade inteira dormia, menos eu que estou aqui andando de um lado para o outro, pensando, pensando, pensando...maldita filosofia!&lt;br /&gt;O que será que ela está fazendo? E aquele beijo? Porque eu tive que ver aquele beijo?&lt;br /&gt;Percebi que realmente há um descompasso entre o que pensamos e o que fazemos. Ela havia me julgado, havia dito que eu não podia tratar desta forma as pessoas que eu amo e que eu devia mudar. Mas no fundo foi ela quem mudou, era ela que não acreditava no que dizia.&lt;br /&gt;Enquanto isso, eu continuo aqui desviando de balas dia após dia, não mudei sou o mesmo verme de sempre!&lt;br /&gt;Mas a moral da máscara é o que impera. É a escolha mais fácil, é a que todos fazem. Mas naquele dia, a máscara caiu. E eu que não acredito em Deus, não acredito nos astros, cai junto com a máscara quando perdi a humanidade.&lt;br /&gt;Mas tudo bem, ninguém precisa se preocupar com isso. Afinal de contas, não passamos de vermes!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15288286-4746476557132085149?l=projetosapiensdemens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/feeds/4746476557132085149/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15288286&amp;postID=4746476557132085149&amp;isPopup=true' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/4746476557132085149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/4746476557132085149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/2007/11/vermes.html' title='Vermes!'/><author><name>Viny Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13721069632693973355</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15288286.post-453825832307518747</id><published>2007-07-18T14:27:00.001-07:00</published><updated>2007-07-18T14:40:55.780-07:00</updated><title type='text'>Comentários sobre o texto:</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_d-cUtx7-H68/Rp6INsJysCI/AAAAAAAAAAM/s7EihV7S9wk/s1600-h/sem+tÃ&amp;shy;tulo.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5088654397747146786" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_d-cUtx7-H68/Rp6INsJysCI/AAAAAAAAAAM/s7EihV7S9wk/s320/sem+t%C3%ADtulo.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;color:#000000;"&gt;As lutas sociais e a cidade – São Paulo: Passado e Presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo 3. – São Paulo, início da industrialização: o espaço e a política. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Por: Viny Rodrigues&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto faz uma analise histórica, política e sociológica a respeito dos conflitos urbanos ocorridos em São Paulo, no final do século XIX e inicio do século XX, mostrando o expansionismo da lógica capitalista de organização da cidade, que resultou na constituição do que hoje chamamos de periferias&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=15288286#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade de São Paulo se torna o pólo da produção de mercadorias e do comércio, a partir do momento em que se inicia a transição do modelo de produção com mão de obra escrava, para o modelo de produção com mão de obra assalariada. O reflexo desta transição se deu de várias formas: econômica, político institucional, social, etc. Mas a autora faz a sua analise partindo do ponto de vista da crise do espaço urbano, mapeando desta forma a constituição de uma nova ordem social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na relação, escravo – proprietário, onde a dominação se dava de forma clara e os limites entre as duas classes eram muito bem definidas, o escravo era visto como propriedade do senhor dono das terras, sendo assim, este era responsável por manter a sua “máquina” de produção funcionando. Para isto, era necessário manter este corpo-máquina com uma dose mínima de alimentação, tentar livrá-los de doenças e fornecer a eles uma forma de moradia. O escravo morava na fazenda do senhor, e não se caracterizava como um indivíduo, só conseguindo alcançar este status, quando se tornava membro de um quilombo ou quando conseguia comprar sua carta de alforria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a abolição, os escravos foram jogados a sua própria sorte. A partir daí, surgiu à necessidade de se utilizar mão de obra assalariada, o trabalhador livre. Mas o trabalhador livre, até então era uma minoria nas cidades, então foi preciso construir este arquétipo fisicamente e ideologicamente. Se não era mais possível – fazer trabalhar – com a força da chibata, a nova ordem deveria se encarregar de produzir este trabalhador que tivesse somente a sua força de trabalho para ser vendida. Nem o caipira (considerado preguiçoso), nem o negro ex-escravo se transformaram imediatamente neste novo trabalhado livre. Sendo assim, os fazendeiros contrataram o imigrante europeu, pois as políticas da época eram vantajosas neste sentido. O governo da província pagava as passagens destes imigrantes. Por outro lado à idéia de se utilizar mão de obra “civilizada” atraia muito os fazendeiros, pois não era possível romper repentinamente com a carga ético-política da escravidão. Neste contexto, o embate entre “barbárie versus civilização” ainda se fazia presente na elite dominante da Primeira República (1889 – 1930).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste contexto, pela primeira vez no Brasil, a grande maioria dos trabalhadores (agora assalariados), passa a não mais habitar a propriedade do patrão. A nova ordem social implica numa re-definição do espaço social muito bem delimitada, onde cada classe sabe onde pode e onde não pode transitar. Os trabalhadores são empurrados para as para as margens das ferrovias, onde a maioria das fábricas se concentrava, e os seus bairros eram geralmente constituídos de inúmeros cortiços, zonas pantanosas e inundáveis, quase sempre com esgoto a céu aberto em uma paisagem que se contaminava também com as chaminés das fábricas. Enquanto os patrões habitavam as colinas arborizadas, em alamedas retilíneas e palacetes bem construídos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das diferenças mais significativas nestes dois universos, era a forma como os moradores se relacionavam com o espaço público. Nas zonas pobres, a maioria dos espaços eram públicos ou semipúblicos, botequins, campos de futebol e a própria distribuição espacial dos cortiços, que geralmente eram constituídos de cômodos-leitos, banheiros e tanques de lavar roupa para o uso de todos os moradores, e um corredor ou pátio central. Por outro lado, Nas áreas ricas, os cômodos eram devidamente separados e funcionalmente organizados, não há muitas áreas de convivência coletiva e as mansões se fecham em muros e grades separam a íntima vida social. Este processo de separação e diferenciação de cada bairro faz com que estes bairros tornem-se mais do que lugares no espaço da cidade, eles assumem as características dos grupos sociais que os ocupam e se identificam com eles. É como um efeito psicogeográfico, onde as características de um lugar organizado conscientemente ou não influenciam diretamente sobre o comportamento dos indivíduos que o habitam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas estas transformações visavam estabelecer uma ordem dominante no contexto urbano-social, e se esta ordem se tornasse homogênea isto de certo modo garantiria a reprodução do modelo político, social e econômico vigente. Mas a forma de organização dos bairros proletários se contrapunha diretamente a está ordem, pois produzia outras formas de sociabilidade que valorizavam muito mais o espaço público do que o espaço privado e misturavam praticadas sociais distintas com a mistura de negros e imigrantes europeus (na maioria italianos, espanhóis e portugueses). O poder urbano por sua vez tentava reprimir ou transformar tudo que se diferenciasse da ordem social vigente, a ordem da classe dominante. A homogeneidade absoluta desta ordem era favorável à manutenção deste poder dominante, portanto tudo aquilo que diferia desta era considerado desvio e transformava-se imediatamente em objeto de intervenção. Esta intervenção se dá através de um discurso que estabelece o modelo ideal de cidade e cidadão, e através de intervenções diretas na vida destes cidadãos. Faz-se presente uma construção e estigmatização de determinados grupos sociais e estes passaram a ser considerados não adequados e conseqüentemente suas ações passaram a ser reprovada e assim se dá à eficácia do discurso. Um discurso de construção da anormalidade, que se assemelha muito com as idéias do filósofo francês Michel Foucault, onde há a consolidação de uma complexa rede de instituições de controle, e de mecanismos de vigilância, de papéis e exigências sociais que para manter o bom funcionamento da ordem vigente, constrói uma figura monstro-humano ou anormal, que precisa ser devidamente encarcerada e disciplinada. Foucault em sua analise desvela a formação do conceito de anormalidade decalcado na criança, e que por isso, foi alvo da educação e da tutela do Estado. Está idéia de Foucault, reflete também em outras parcelas sociais, e como vimos acima à disputa urbana do inicio do século XX, carrega alguns de seus reflexos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das formas de se combater os cortiços, eram as chamadas “vilas higiênicas”, que eram vilas que se diferenciavam dos cortiços por conter no interior de cada unidade as áreas de cozinhar, lavar, banhar e defecar. E cada habitação possuía mais de um cômodo contendo mais separações que o cortiço.&lt;br /&gt;Os habitantes das vilas, não se diferenciavam em muito dos habitantes dos cortiços, eles também eram trabalhadores das fábricas, mas a partir da construção deste novo tipo de habitação, nasce uma separação ideológica entre estes morados, os “cortiçados” e “moradores de vila”. Os cortiçados passam a ser caracterizados como “perigosos marginais”, enquanto os moradores de vila, são chamados de “pobres trabalhadores”. De um lado a miséria perigosa, baderneira, ilegal; do outro a miséria útil, explorada e permitida. As vilas eram totalmente submetidas ao tempo-trabalho, pois na maioria das vezes, eram construídas nos arredores das fábricas, portanto, a mesma disciplina da fábrica, vale para a vida privada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daí, inicia-se o processo de remodelação da cidade, onde proprietários, interessados na valorização de algumas regiões, juntamente com ações de especulação imobiliária. São construídas pontes, viadutos e praças redesenhando completamente alguns setores da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste embate entre as populações de cortiços, vilas, e a burguesia dos palacetes era o terreno fértil para o aparecimento das idéias anarquistas em contraposição as políticas sanitárias que visavam controlar os cortiços, contra a propriedade privada e os aluguéis, as péssimas condições de trabalho, entre outras reivindicações. Mesmo dentro dos movimentos sociais de direito a moradia e direito à cidade, existiam diferenças de idéias e métodos. Enquanto de um lado tínhamos os anarquistas, geralmente imigrantes italianos ou espanhóis, juntamente com o que a autora chama de ralé, que eram aqueles que não moravam nas vilas, em sua maioria ex-escravos que não haviam conseguido se inserir no mercado de trabalho e foram jogados a marginalidade, utilizavam-se da agitação nas ruas, que muitas vezes chegavam a picos de violência; como método reivindicatório. Dentro deste mesmo movimento haviam outros mais moderados, que haviam conseguido alguma pequena propriedade trabalhando nas fábricas, e tinham como objetivo a inserção no sistema e não a sua destruição. Muitos tinham a intenção de organizar o movimento em partidos políticos ou sindicatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através deste breve comentário sobre o texto, podemos traçar a história do surgimento da periferia nas grandes metrópoles como São Paulo, principalmente porque este conflito e estas contradições sociais ainda se fazem presentes hoje. A cultura dos cortiços deixou suas marcas nas favelas, e mesmo em escala menor, os cortiços se fazem presentes nas grandes cidades. Portanto a luta pelo espaço, é mais atual do que nunca hoje.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=15288286#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; Atualmente, a idéia de periferia está diretamente ligada às favelas e conjuntos habitacionais construídos pela prefeitura ou pelo governo do Estado de São Paulo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15288286-453825832307518747?l=projetosapiensdemens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/feeds/453825832307518747/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15288286&amp;postID=453825832307518747&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/453825832307518747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/453825832307518747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/2007/07/comentrios-sobre-o-texto.html' title='Comentários sobre o texto:'/><author><name>Viny Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13721069632693973355</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_d-cUtx7-H68/Rp6INsJysCI/AAAAAAAAAAM/s7EihV7S9wk/s72-c/sem+t%C3%ADtulo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15288286.post-504641896547860570</id><published>2007-07-11T06:17:00.000-07:00</published><updated>2007-07-23T06:18:05.093-07:00</updated><title type='text'>Alguns questionamentos acerca da peça "Um inimigo do povo".</title><content type='html'>Por: &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Viny&lt;/span&gt; Rodrigues&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dr. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Stockmann&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; é um médico de uma cidade &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;provinciana&lt;/span&gt;, cuja maior fonte de riqueza &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;economica&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; são as águas usadas para banhos medicinais. Após algumas analises, Dr. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Stockmann&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; descobre que as águas estão contaminadas e que os usuários correm perigo de adoecer se continuarem banhando-se nestas águas, então o médico revela a sua &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;descoberta&lt;/span&gt; para o prefeito da cidade, que é seu irmão e posteriormente a imprensa local, formada por amigos da &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;família&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Stockmann&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; também descobre a situação das águas medicinais. A única contraposição a descoberta, e ao pedido de interdição das águas por parte de Dr. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Stockmann&lt;/span&gt;, é feita pelo prefeito da cidade que se utiliza de uma argumentação que aparentemente leva em consideração as bases &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;economicas&lt;/span&gt; que sustentam a cidade, mas que na verdade, se realiza como um discurso de manutenção do poder político e do compromisso com as elites locais, estas detentoras dos direitos sob as águas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A imprensa que a primeiramente apoiava a descoberta do Dr. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Stockmann&lt;/span&gt;, mas por pura conveniência, pois tinha interesses políticos por trás deste apoio, tendo em vista que, grande parte dos membros do jornal eram apologistas do partido de oposição do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;atual&lt;/span&gt; prefeito; se volta contra o médico quando é feita uma aliança com o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;atual&lt;/span&gt; prefeito, onde este promete cargos públicos para os principais membros do jornal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A partir daí é feita toda uma campanha contrária ao Dr. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Stockmann&lt;/span&gt;, que se torna "Um inimigo do povo" e passa a ser perseguido pelos habitantes daquela cidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É neste campo que se dá o conflito moral e ético dos personagens, onde as contradições humanas são levadas a limites, onde há a luta de um só homem honesto detentor da verdade, contra uma sociedade corrompida, mesquinha e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;emburrecida&lt;/span&gt; pela &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;mídia&lt;/span&gt;. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Stockmann&lt;/span&gt; descobre que o homem mais forte do mundo, é aquele que esta sozinho, o que nos remete à Schopenhauer que dizia que, "quem tem de produzir o bom e o autêntico e evitar o ruim tem de desafiar o juízo das massas e de seus porta-vozes e, portanto, desprezá-los".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Óbviamente&lt;/span&gt; que o Dr. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Stockmann&lt;/span&gt; está localizado na peça como "o defensor dos pobres" ou "o defensor da verdade", o que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;cínicamente&lt;/span&gt; é real. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Digo&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;cínicamente&lt;/span&gt; pois, devemos ressaltar que ele também é o arquétipo do sujeito burguês do século XIX. Este por sua vez, portador de uma ética individualista e que caminha a "direita" do bem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;coletivo&lt;/span&gt;, quando este significa o seu próprio bem. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Stockmann&lt;/span&gt; seria uma espécie de Dom Quixote burguês.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Talvez nos caiba aqui alguns questionamentos, será que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Stockmann&lt;/span&gt; realmente estava preocupado em livrar a cidade do "sepulcro envenenado" que o balneário havia se tornado? Será que ele realmente acreditava que o fechamento do estabelecimento seria o melhor para a cidade? Ou será que a posição de médico da cidade e consultor técnico da prefeitura, o colocara numa situação &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;díficil&lt;/span&gt;, quando os cidadãos começassem a adoecer e descobrissem que a prefeitura da cidade tinha conhecimento da poluição das águas e mesmo assim permitiu que os banhistas continuassem utilizando o balneário? Transportando estas questões para a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;atualidade&lt;/span&gt;, podemos sintetizá-las da seguinte forma: Como o Estado pensa o bem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;coletivo&lt;/span&gt; e como os cidadãos interpretam e se opõe quando necessário, as decisões do Estado? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Outro ponto importante a ser lembrado é o papel fundamental da imprensa, na construção da verdade. Toda a manipulação &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;midiática&lt;/span&gt; que transformar o quixotesco Dr. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;Stockmann&lt;/span&gt; em um inimigo do povo, nos mostra a importância destas formas de comunicação e também nos mostra que quem tem a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;mídia&lt;/span&gt; nas mãos tem o poder. Cabe aqui outra pergunta: Quem tem as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;mídias&lt;/span&gt; nas mãos hoje?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enquanto no século XIX a informação só era possível via jornal escrito, hoje temos diversos meios de comunicação, vivemos na era da informação que por sua vez esmaga o conhecimento. É possível perceber a força &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;midiática&lt;/span&gt; na sociedade moderna, quando nos deparamos com os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;pleitos&lt;/span&gt; políticos que elegem nossos "representantes", onde uma torre de babel &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;midiática&lt;/span&gt; é montada e o mais importante é a propaganda, um bom político está sempre no ar, seja &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;ja&lt;/span&gt; televisão, no rádio, ou na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;internet&lt;/span&gt;; está última por sua vez uma terra sem lei, já que não existe ainda legislação eleitoral específica para a utilização da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;internet&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por mais que o Dr. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;Stockmann&lt;/span&gt; seja o sujeito burguês idealizado pelo não menos burguês e liberal &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;Henrik&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;Ibsen&lt;/span&gt;, ele ainda assim se opõe veementemente à verdade estabelecida de forma invertida; como diria &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;Debord&lt;/span&gt; "No mundo invertido a verdade é um momento do que é falso". Ele não sucumbe nem a corrupção, e nem a pressão externa por parte de seus conterrâneos. Sem o apoio da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;mídia&lt;/span&gt; e sem poder financeiro algum ele continua lá, firme em suas convicções.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A modernidade construiu o sujeito burguês e a pós-modernidade (se é que ela existe) destruiu. Se não é mais possível encontrar a convicção de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;idéias&lt;/span&gt; dentre a burguesia pós-moderna, o que diremos então das classes menos favorecidas da sociedade que tem como prioridade a sobrevivência?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Será que alguma forma de Dr. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;Stockmann&lt;/span&gt; ainda é possível?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15288286-504641896547860570?l=projetosapiensdemens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/feeds/504641896547860570/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15288286&amp;postID=504641896547860570&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/504641896547860570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/504641896547860570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/2007/07/alguns-questionamentos-acerca-da-pea-um.html' title='Alguns questionamentos acerca da peça &quot;Um inimigo do povo&quot;.'/><author><name>Viny Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13721069632693973355</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15288286.post-117208491270025607</id><published>2007-02-21T09:50:00.000-08:00</published><updated>2007-02-21T20:08:17.456-08:00</updated><title type='text'>Vivendo pelo café, morrendo com estilo (Parte 2).</title><content type='html'>Ele levantou-se, foi até o balcão. Tremia. Olhou para a atendente que já lhe era familiar e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por favor outro café!&lt;br /&gt;- Claro senhor, com leite ou puro?&lt;br /&gt;- Puro e pouco açucar, por favor.&lt;br /&gt;- Ok, pode ficar a vontade que a garçonete já irá servir-lhe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele voltou para a mesa com passos lentos, descompassados, desalinhados, torcendo para que ela tivesse saído pela porta no momento em que ele levantou, ao mesmo tempo em que torcia para que ela estivesse lá do modo como a havia deixado instantes antes de se levantar.&lt;br /&gt;Chegou perto da mesa e lá estava ela, brincando com os guardanapos e os canudos.&lt;br /&gt;Ele aproximou-se, parou em pé ao lado da mesa, sem olhar para os olhos dela, ela levantou a cabeça, olhou para ele e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não vai se sentar?&lt;br /&gt;- Sim, sim, estou me preparando.&lt;br /&gt;- Se preparando para sentar?&lt;br /&gt;- Isso.&lt;br /&gt;- Deixa eu te ensinar: Primeiramente você arruma a cadeira, coloque-a em uma posição confortável, depois você vai abaixando os quadris suavemente até eles tocarem a cadeira. Pronto! Está sentado!&lt;br /&gt;- Como você é engraçada. Vai fazer piada de mim agora?&lt;br /&gt;- Claro que não, só estou querendo quebrar a tensão, você é sempre tão tenso e leva as coisas muito a sério.&lt;br /&gt;- Você ouviu o que eu disse a pouco?&lt;br /&gt;- Sim ouvi, me pareceu estranho vindo de você mas enfim...&lt;br /&gt;- Enfim, o que?&lt;br /&gt;- Cara, você é esquisito. Nunca sabe o que quer, não tem perspectivas, se distância de tudo e de todos, mesmo quando estávamos juntos você nunca estava lá realmente, seu mundo é a parte. Tem um puta potencial e fica ai desperdiçando com esses seus amigos bêbados, perdedores, que só te afundam cada vez mais no nada em que sua vida se transformou.&lt;br /&gt;- E o que isso tem a ver com o fato de eu te amar?&lt;br /&gt;- Que merda de amor é esse? Você nem sabe do que está falando, nunca acreditou no amor.&lt;br /&gt;- E ainda não acredito, amor é construção social, Tristão e Isolda são uma farsa, Romeu e Julieta se resume à sexo!&lt;br /&gt;- E com que moral você vem até mim e diz que me ama?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A garçonete se aproxima da mesa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Com licença senhor, aqui está o seu café.&lt;br /&gt;- Obrigado.&lt;br /&gt;- Deseja mais alguma coisa?&lt;br /&gt;- Sim uma arma carregada. Ele diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A garçonete esboça um sorriso e se afasta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Porque você diz essas coisas hein?&lt;br /&gt;- Só estava brincando com ela, transformando a nossa relação em algo mais íntimo. Afinal ela me serviu o café.&lt;br /&gt;- Que modo estranho de se ficar íntimo das pessoas.&lt;br /&gt;- Somos todos íntimos na morte.&lt;br /&gt;- Nem quero ouvir o resto, deixa pra lá!&lt;br /&gt;- Não vai tomar mais nada?&lt;br /&gt;- Não, já estou indo embora.&lt;br /&gt;- E nós?&lt;br /&gt;- Querido, não existe mais nós. Acho que na verdade nunca existiu. Existe eu e você.&lt;br /&gt;- O que o seu namorado faz?&lt;br /&gt;- Não te interessa!&lt;br /&gt;- Ele trepa bem?&lt;br /&gt;- Você acha que eu vou mesmo te responder esta pergunta, ou está perguntando só para me provocar?&lt;br /&gt;- Só para te provocar.&lt;br /&gt;- Imaginei.&lt;br /&gt;- Você não quer falar comigo, não é mesmo?&lt;br /&gt;- Não é isso, é que eu não posso falar contigo, como se nada tivesse acontecido. Você fez um estrago tremendo na minha vida e nem se importou com isso, não foi fácil!&lt;br /&gt;- Claro que eu me importei. Tanto me importei que fiz o que fiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele deu uma enorme golada no café, e continuou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olha, não foi fácil, você sempre soube o quando eu sou ruim com as escolhas, o quanto complico as coisas simples e como sempre me fodo no fim. Nunca faria algo que te magoasse propositalmente, mas nós mentimos. Eu menti para você e você para mim, nos enfiamos em um emaranhado sem perceber e quando nós demos conta e tentamos nos soltar, era tarde demais.&lt;br /&gt;- É nisso você tem razão. Mas não te dá o direito de vir até mim depois de 6 meses, dizendo que me ama.&lt;br /&gt;- Veja bem, eu não sei o que é o amor. Na verdade quero se foda! Só sei que você faz falta, só constato o que é empírico, mesmo sabendo que meus sentidos podem me enganar.&lt;br /&gt;É uma coisa de filha-da-puta mesmo, sabe? Quanto mais te vejo feliz, mais eu fico triste por saber que o motivo desta felicidade não está relacionado a mim. Sim, posso ser um escroto e dormir bem sabendo disso, aceito todas as minhas características humanas. Não nego nada, pois "Nada do que é humano me é estranho".&lt;br /&gt;- E é desta forma que você quer que eu te ame?&lt;br /&gt;- O que você espera? Viver em um mundo de ilusão, onde as pessoas são sempre boas e nada de mal acontece?&lt;br /&gt;- Mas quem ama protege, não?&lt;br /&gt;- Sim, eu te protejo de tudo e de todos, menos de mim mesmo.&lt;br /&gt;- E você é o mal que eu mais temo. Disse ela com um tom desiludido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele esbarrou na xícara e derrubou o café. Fez um sinal para a garçonete. Ela veio atendê-lo.&lt;br /&gt;Ela disse sorrindo suavemente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quer a arma agora senhor?&lt;br /&gt;- Ainda não, mas gostaria de mais um pouco de café. Disse ele sorrindo.&lt;br /&gt;- Ok!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A garçonete foi buscar mais café.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E não é que funcionou. Disse ela.&lt;br /&gt;- Sim, sempre funciona.&lt;br /&gt;- Preciso ir agora, terminamos essa conversa uma outra hora.&lt;br /&gt;- Acho que não!&lt;br /&gt;- Porque não?!?&lt;br /&gt;- A arma...&lt;br /&gt;- Que brincadeira idiota!&lt;br /&gt;-  Pode não ser brincadeira.&lt;br /&gt;- Não vivemos para isso.&lt;br /&gt;- E para que vivemos?&lt;br /&gt;- Para fugir disso, como no filme do Bergman.&lt;br /&gt;- E vivemos para aproveitar a vida, uma hora o "aproveitar" acaba e cessamos de viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela levantou-se, vestiu a jaqueta jeans e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vou fingir que não ouvi isso, se cuida!&lt;br /&gt;- Você também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele aguardou ela sair, viu-a atravessando a rua e pegando um táxi. Levantou-se, tirou uma nota de R$ 20,00 do bolso da calça, colocou-a sobre a mesa e foi embora.&lt;br /&gt;A garçonete vinha com a xícara de café, ao vê-lo saindo suas pernas tremeram, tropeçou e caiu no meio da cafeteria. A xícara espatifou-se ao chão, o café caiu e sem querer ela chorou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15288286-117208491270025607?l=projetosapiensdemens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/feeds/117208491270025607/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15288286&amp;postID=117208491270025607&amp;isPopup=true' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/117208491270025607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/117208491270025607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/2007/02/vivendo-pelo-caf-morrendo-com-estilo.html' title='Vivendo pelo café, morrendo com estilo (Parte 2).'/><author><name>Viny Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13721069632693973355</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15288286.post-117030410293447803</id><published>2007-01-31T19:32:00.000-08:00</published><updated>2007-01-31T20:36:32.616-08:00</updated><title type='text'>Vivendo pelo café, morrendo com estilo ( Parte 1).</title><content type='html'>Encontraram-se depois de um bom tempo sem contato algum, em um café nas redondezas da avenida paulista. Lugar onde os pós-modernos precários, artistas frustrados, pseudo-intelectuais de orelha de livro, vadios travestidos de boêmios de forma saudosista e putas, muitas putas; se escondem.&lt;br /&gt;Se olharam fixamente, como se estivessem um procurando no outro o que deixaram para trás naquela noite. Ele andou ao redor dela, como um cão que avista e tenta identificar um outro ser da mesma espécie, parou em frente à ela e esboçou um sorriso. Como sempre ela foi mais rápida, sorriu primeiro e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Está orgulhoso de mim? De como eu estou superando a fase "você"?&lt;br /&gt;- E porque eu deveria estar?&lt;br /&gt;- É verdade, isto não deve fazer bem ao seu ego, não é mesmo?&lt;br /&gt;- Pouco me importa.&lt;br /&gt;- Sei...sei...E como você está?&lt;br /&gt;- Vivendo num eterno final de semana.&lt;br /&gt;- Isso é bom!&lt;br /&gt;- Depende, depende muito.&lt;br /&gt;- Depende do que oras? Final de semana, ócio, vida, você vivia fazendo apologia à isso.&lt;br /&gt;- O importante não é ter vida, e sim a forma como se conduz essa vida. E você sabe como todo término de final de semana é melancólico né! Domingos a noite são sempre trágicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  A garçonete os interrompeu perguntando sobre os pedidos. Ele pediu um café com creme e ela pediu um leite gelado com chocolate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você ainda toma muito café? disse ela.&lt;br /&gt;- Sim, sim. Vivendo pelo café, morrendo com estilo.&lt;br /&gt;- Esse é o seu slogan? Ridículo!&lt;br /&gt;- Eu sou ridículo, vivo de forma ridícula, odeio de forma ridícula e amo tudo isso mais ridículamente ainda.&lt;br /&gt;- Isto é uma introdução "aquele" assunto?&lt;br /&gt;- Porra nenhuma, assunto morto e enterrado.&lt;br /&gt;- Afinal de contas, porque me chamou aqui então?&lt;br /&gt;- Na verdade não sei, queria te ver só isso.&lt;br /&gt;- Só isso?&lt;br /&gt;- Você pergunta demais e vive de menos.&lt;br /&gt;- O que você espera? O que você quer? Fala em viver, viver, mas não faz nada pela sua vida.&lt;br /&gt;- E o seu namorado como está?&lt;br /&gt;- Não muda de assunto.&lt;br /&gt;- Me disseram que ele é um idiota.&lt;br /&gt;- Todos os homens são idiotas pra você, exceto você mesmo, não é?&lt;br /&gt;- A mais pura verdade. Narciso acha feio aquilo que não é espelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  A garçonete os interrompeu novamente, trazendo os pedidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E o seu namorado?&lt;br /&gt;- Está obcecado nele hein! Essa sua velha mania de se comparar com os outros...&lt;br /&gt;- Sempre no comparamos, eu, você, qualquer um. Queremos nos sobressair no meio da multidão. Olhamos os outros, observamos e vemos o quanto somos melhores e o quanto somos piores.&lt;br /&gt;- Então você quer ser o melhor?&lt;br /&gt;- E você não? Quero ser o melhor que eu puder ser, e sei que posso ser.&lt;br /&gt;- Acho que somos todos iguais.&lt;br /&gt;- Pronto! lá vem você com esse seu papo neo-humanista!&lt;br /&gt;- É sério, não quero ser melhor que ninguém, quero apenas ser eu mesma.&lt;br /&gt;- E você sabe quem você é?&lt;br /&gt;- Tento me descobrir a cada dia.&lt;br /&gt;- E se você se descobrir um lixo?&lt;br /&gt;- Isso não vai acontecer.&lt;br /&gt;- Como você pode ter tanta certeza?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Ela parou, deu uma golada no chocolate e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olha, não tenho certeza de nada, mas sei que não sou um lixo!&lt;br /&gt;- Você é melhor que isso né?&lt;br /&gt;- Claro, claro que sim.&lt;br /&gt;- Você é melhor que aquela menina sentada na mesa do canto, usando óculos vermelhos, vestido preto, sapato preto e branco e lendo a revista cultural da moda?&lt;br /&gt;- Não sei, não conheço ela. Mas acredito que sejamos iguais.&lt;br /&gt;- Iguais onde? Você acabou de dizer que nem a conhece. Mas a sua primeira impressão a respeito dela eu sei que não foi boa. Você sempre odiou sapatos bicolores. Você nunca usaria aquele sapato, acha brega,  você não é brega, você tem estilo é diferente!&lt;br /&gt;- Isso é verdade, mas não quer dizer que eu me ache melhor que ela.&lt;br /&gt;- Como não, acabei de simular todo um julgamento a respeito de uma pessoa, tomando como ponto de partida o sapato que ela está usando e você concordou.&lt;br /&gt;- Mas é uma questão de gosto pessoal.&lt;br /&gt;- Não, não é. Para você achar ela brega, obrigatoriamente você está usando uma pessoa não-brega como referência, no caso você mesma, isso já faz de você um pouco melhor.&lt;br /&gt;- Puta papo chato! Você não se contenta em simplificar as coisas né?&lt;br /&gt;- Você sempre me achou chato. Disse ele.&lt;br /&gt;- Pretencioso também.&lt;br /&gt;- E arrogante.&lt;br /&gt;- Mal educado!&lt;br /&gt;- Ainda te amo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  A cidade para. Um silêncio profundo toma as ruas. O café esfria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Continua...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15288286-117030410293447803?l=projetosapiensdemens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/feeds/117030410293447803/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15288286&amp;postID=117030410293447803&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/117030410293447803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/117030410293447803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/2007/01/vivendo-pelo-caf-morrendo-com-estilo.html' title='Vivendo pelo café, morrendo com estilo ( Parte 1).'/><author><name>Viny Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13721069632693973355</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15288286.post-116609870526518345</id><published>2006-12-14T03:59:00.000-08:00</published><updated>2006-12-14T04:23:48.406-08:00</updated><title type='text'>A Mentira. A chuva de Sapos.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Os olhos cruzaram-se uma, duas, três, incontáveis vezes. Tatearam-se no espaço.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nada muito profundo, superficialidade é a palavra. Os gestos, os cumprimentos, os toques, os medos. Uma sutileza fria, cercada de cinísmo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Caminhou em minha direção, vestida com um véu que me impossibilitava enxergá-la na totalidade. Dizia: bem vindo ao baile de máscaras, eu serei a sua mestre de cerimônia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E eu fingindo durante todo este tempo aceitar. Peguei uma coca-cola, dei uma longa golada e esperei pela chuva de sapos. Em vão! O máximo que recebi foi uma tentativa de ser agrádavel.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Era o último dia, talvez eu quisesse lá no fundo, acreditar que seria o dia D. Talvez eu tivesse criado uma atmosféra individual na qual eu dançava sozinho, mas insistentemente esperava por alguém. A chuva de sapos lembra?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A monotônia me consome, a rotina me consome, todos os dias tenho que escolher entre o morrer de tédio e o morrer de fome, como disse Raoul Vaneigem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Seduzindo tudo e todos, gesticulando, sorrindo, bebendo. E eu lá, esperando o que vem depois, como um bom espectador. A passividade, o perder as rédias da própria vida, a tragédia das escolhas. Não faz sentido!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu observava todos os tipos ao redor, pseudo-intelectuais remanescentes de uma época da qual não vivenciaram, com aquele ar de pedantismo característico deles. Enquanto alguém soltava uma baforada de fumaça de cigarro e comentava sobre um filme iraniano qualquer, os outros discutiam se Miles Davis foi melhor na fase Bebop ou na fase Fusion, outros apenas bebiam em silêncio, e eu esperava por um sinal. A noite inteira esperando um sinal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eis que ela se virá pra mim e faz uma pergunta, que na verdade não signicava nada e ela já sabia a resposta. Gentilmente e sarcásticamente eu respondo. Ela faz uma piada. E assim ficamos, durante muito tempo...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um beijo, tome cuidado, nos vemos por aí. Mentira. E nada de chuva de sapos!!!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15288286-116609870526518345?l=projetosapiensdemens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/feeds/116609870526518345/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15288286&amp;postID=116609870526518345&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/116609870526518345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/116609870526518345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/2006/12/mentira-chuva-de-sapos.html' title='A Mentira. A chuva de Sapos.'/><author><name>Viny Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13721069632693973355</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15288286.post-116463637325628025</id><published>2006-11-27T05:51:00.000-08:00</published><updated>2006-11-27T06:27:24.310-08:00</updated><title type='text'>Entrevista com a banda Deriva, Desvio ou Deturpação.</title><content type='html'>&lt;a href="http://metade.radiolivre.org/deriva/"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;*Conte como a banda tem se sustentado com as próprias pernas. Fora da banda, cada um tem seu emprego?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;R: A banda não sobrevive como banda, cada um tem sua própria"fonte de renda", trabalhando em outras coisas. A banda na verdade basicamente só consome dinheiro. Só tivemos 2 shows até agora que realmente fizeram entrar uma grana que foi utilizada pra gravação e produção da primeira fita, que nós distribuímos gratuitamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;*Qual a principal dificuldade em ser uma banda independente?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;R: A principal dificuldade é levar os instrumentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;*O fato de estarem em sites de divulgação e relacionamentos(orkut, myspace, purevolume) tem ajudado a divulgar o trabalho da banda? Qual tem sido a reação do público, houve um aumento significativo de fãs?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;R: A banda só tem o myspace que realmente foi responsável por várias pessoas conhecerem a banda e alguns contatos já aconteceram. De maneira geral achamos mais interessante a divulgação por sitepróprio de cada banda. Infelizmente o myspace acaba sendo umaforma menos pior de fazer a divulgação da banda, mas as relações do site com a Fox e o contrato sobre o direito das músicas, por exemplo, deixa a coisa toda meio estranha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;*O que vocês acham do papel que esses sites têm desenvolvido?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;R: A mesma lógica coorporativa com uma imagem de facilidade e por isso todo mundo fica dependente desses grandes sites (orkut,myspace, tramavirtual, etc...). É ruim no sentido dos contratos que vc é obrigado a aceitar para fazer parte do site, mas acaba sendo atrativo pela resposta que a presença da banda no site acaba por gerar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;*Como vocês vêem a cena musical atual no Brasil?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;R: "Cena" musical na verdade é algo que não existe. O que existe são relações primeiramente de amizade que se constróem por bandas que tocam junto, e que passam a marcar coisas junto por causa disso criando um espaço. Não tem nada obrigatoriamente relativa a estilo e sim a afinidades. Isso acaba por se centralizar em torno de um ou mais locais de show. Acho que cada um deve sempre tentar abrir mais espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;*E com relação à cena independente, tanto aqui como lá fora?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;R: Lá fora não temos como falar, além dos exemplos claros de pessoas que fazem as coisas de maneira independente como a Dischord, The Ex, etc. Mas localmente está cada vez pior. Até alguns anos atrás acho que existia realmente um pensamento independente maisgeneralizado, mas cada vez mais as bandas sentem uma necessidade de se "profissionalizar" o que na verdade significa "agir como major". O que vc vê em vários selos que se dizem independentes é mentalidade de major agindo em menor escala (além é claro dapanelice). O que resta são as iniciativas das próprias bandas que resolvem não se enquadrar nesse sistema. Existe também umamentalidade que banda é mendigo: o que oferecerem em relação agravação e lançamento todo mundo vai aceitar. Algumas bandas dizem não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;*Vocês acreditam que há espaço pra todos?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;R: Depende do que cada um define como espaço. Pra gente é apossibilidade de tocar e gravar as coisas, portanto a resposta é sim. Pra alguns é ficarmilionário. É relativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;*Como vocês vêem os artistas que eram independentes e hoje estão entrando na mídia?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;R: Não temos nada a ver com as escolhas dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;*Qual opinião de vocês sobre as principais gravadoras e sobre os selos independentes?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;R: As grandes gravadoras são o exemplo claro de como vc pode ser idiota. Sobre os selos independentes acho que ja falamos bastante na outra pergunta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;*Vocês assinariam contrato com uma gravadora que quisesse alterar e influenciar no som de vocês? E se fosse oferecido muito dinheiro? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;R: Isso não acontecerá. Tem muitas outras pessoas mais dispostas,talentosas e bonitas do que nós para isso acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;*Vimos através das ultimas décadas bandas que se ergueram e usaram suas músicas como forma de protesto, tanto aqui no Brasil como lá fora, esta é a proposta da banda? vocês acreditam que a música usada dessa forma pode ajudar a reverter nossa situação atual aqui no Brasil? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;R: Cara... nós somos uma banda. O que uma banda quer é tocar. Transformação social é tarefa do proletariado.Isto não quer dizer que nós não nos preocupamos, mas esse não é o nosso objetivo. É difícil tentar comparar o que se fazmusicalmente hoje, com o que se fazia na década de 70 por exemplo. Na década de 70, ou o artista era revolucionário e contestador, ou era um idiota! Havia toda uma atmosféra para se ser contestador. Hoje não, nesse mundo "pós-moderno" hipercomplexo, uma bandapseudo-revolucionária-contestadora, assina contrato com a SonyMusic e faz merchandising na TV. Nós preferimos apenas ser uma banda de rock!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;*Fale um pouco sobre a independência do estilo, o que vocês têm visto e achado legal, defenda seus princípios e ideais e comente a historia da banda. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;R: O que temos visto e achado legal: Kaki King, outdoor da Marie,documentário do The Ex, Afro Ninja, Labirinto, Ordinaria Hit, Dirt Montana, La Revancha, Rattu Morto, B.U.S.H., M.ine, Rise from your Grave, Maqno, The Droog Organization Project, BuSScops, Cabeça de Gato, FLAMA, L'enfer, Vague, As Mercedes, Life Tropical Garden, O Cúmplice, Entorse, entre outras coisas.&lt;br /&gt;Defenda seus princípios e ideais: os integrantes da banda não concordam em muitas coisas.&lt;br /&gt;História da banda: Em meados de 2004 resolvemos tocar (sem Vinícius). Começamos com um cover de Fugazi, depois fizemos umas músicas. Então o Vinícius entrou e fizemos mais um monte de músicas. Começaram a rolar uns shows, gravamos uma demo e agora estamos planejando gravar um disco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15288286-116463637325628025?l=projetosapiensdemens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/feeds/116463637325628025/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15288286&amp;postID=116463637325628025&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/116463637325628025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/116463637325628025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/2006/11/entrevista-com-banda-deriva-desvio-ou.html' title='Entrevista com a banda Deriva, Desvio ou Deturpação.'/><author><name>Viny Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13721069632693973355</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15288286.post-116170102615033230</id><published>2006-10-24T07:18:00.000-07:00</published><updated>2006-10-24T08:03:08.066-07:00</updated><title type='text'>Uma conversa oca!</title><content type='html'>- Você está apaixonada?&lt;br /&gt;- Isso lá é coisa que se pergunte?&lt;br /&gt;- Qual o problema?&lt;br /&gt;- Sei lá...este tipo de coisa não se diz, se sente.&lt;br /&gt;- E o que você sente?&lt;br /&gt;- Lá vem você de novo com essa história. É sempre assim...&lt;br /&gt;- Por que falar sobre isso te incomoda tanto?&lt;br /&gt;- Você é sempre tão cheio de perguntas. Você questiona demais!&lt;br /&gt;- Talvez questionar seja o que te incomoda.&lt;br /&gt;- Toda essa situação me incomoda.&lt;br /&gt;- Mas também te deixa feliz, não?&lt;br /&gt;- As vezes.&lt;br /&gt;- Infelizmente não podemos mensurar a felicidade. Mas podemos compara-lá com algum sentimento inverso, incomodo. Qual deles é maior?&lt;br /&gt;- Não sei, juro que não sei te responder isso.&lt;br /&gt;- É difícil tomar decisões não é mesmo?&lt;br /&gt;- Sim, é muito difícil, mas é necessário. Não podemos viver a vida inteira transitando pelo caminho do meio.&lt;br /&gt;- E você decidiu não se apaixonar?&lt;br /&gt;- Já tive outras desilusões amorosas e...&lt;br /&gt;- Mas isso não tem nada a ver com amor! Estou falando de paixão, de corpo, de pele, de vida pulsante. E não amor!&lt;br /&gt;- Pode ser.&lt;br /&gt;- Amor é contrato, é compromisso. Paixão é esquizofrênia, é o corpo e a mente indo à lugares nos quais nós nunca teríamos coragem de ir sozinhos. Talvez seja isso que falte na vida das pessoas lá fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela se levanta nua, acende um cigarro e olha pela janela. A cidade está tranquila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas paixão dói, geralmente dói muito!&lt;br /&gt;- Para mim a dor é sinônimo de aprendizado. Ostento com orgulho, cada cicatriz do meu corpo e da minha alma.&lt;br /&gt;- Mas neste momento não é o que eu quero. Eu quero proteção!&lt;br /&gt;- Quer ser protegida de quem, do que?&lt;br /&gt;- Não sei, não sei...só me sinto fraca demais pra me apaixonar!&lt;br /&gt;- Então você não está apaixonada?&lt;br /&gt;- Não foi o que eu disse.&lt;br /&gt;- Mas foi o que eu entendi.&lt;br /&gt;- Como você é insuportável!&lt;br /&gt;- Você me odeia então?&lt;br /&gt;- Sim as vezes eu te odeio. Olho pra você e quero voar no seu pescoço, sufocá-lo até a morte.&lt;br /&gt;- Nossa! isso é intenso. Prefiro que seja assim.&lt;br /&gt;- É...pode ser!&lt;br /&gt;- Tem tantas coisas que eu gostaria de te dizer, mas eu não sei como.&lt;br /&gt;- Que tipo de coisas?&lt;br /&gt;- Não sei ao certo. O seu orgulho me impede, me castra e te castra.&lt;br /&gt;- O meu orgulho? (Ela dá uma leve risada). Agora a culpa é minha?&lt;br /&gt;- Não há culpados nem vítimas nessa história.&lt;br /&gt;- O que há então? Será que realmente há uma história?&lt;br /&gt;- Sim, a história somos nós quem fazemos, e sempre fazemos. Consciente ou inconscientemente.&lt;br /&gt;- Nossa história não tem muita substância então.&lt;br /&gt;- As minhas sempre tem. Mas eu não posso ser responsável pelas suas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela terminou o cigarro deitou novamente na cama e deu lhe um beijo longo e ardente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Me deixa dormir agora?&lt;br /&gt;- Sim, mas só mais uma pergunta.&lt;br /&gt;- O que?&lt;br /&gt;- Quando é que você vai olhar no espelho, no fundo dos seus próprios olhos e dizer sim para si mesma?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela fingiu adormecer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15288286-116170102615033230?l=projetosapiensdemens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/feeds/116170102615033230/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15288286&amp;postID=116170102615033230&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/116170102615033230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/116170102615033230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/2006/10/uma-conversa-oca.html' title='Uma conversa oca!'/><author><name>Viny Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13721069632693973355</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15288286.post-115908244586995169</id><published>2006-09-23T23:45:00.000-07:00</published><updated>2006-09-24T00:20:45.893-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Pensar sobre isso é muito díficil. Tento racionalizar, achar um respiro pra esse mar de confusões, mas nada me vem na cabeça. Preciso dormir mais, estudar mais, amar mais e me apaixonar menos.&lt;br /&gt;O engraçado é que as pessoas sempre confundem o ser romântico com o ser passional, não conseguem distinguir aqueles que vivem a vida na carne, com as veias abertas e o coração pulsante, daqueles que projetam Tristão e Isolda, Romeu e Julieta, entre outros personagens do imaginário romântico ocidental. A insurreição sempre começa na carne!&lt;br /&gt;Olho pra essa tela do computador, a folha em branco, pensar sobre isso é difícil. Escrever então, é uma tarefa árdua. Porque a maioria das pessoas se submete a este modo de viver que já está posto, sem questioná-lo? Porque não se apaixonam pela vida, pelas pessoas, pelas conveniências de se relacionar com o outro?&lt;br /&gt;Sim, relações humanas são relações de pura conveniência.&lt;br /&gt;Passando por cima do significado corriqueiro da palavra "conveniência" que amedronta a maioria das pessoas, veremos que o que procuramos no outro, é sempre aquilo que não temos em nós ou estamos sempre tentando satisfazer um desejo, e precisamos do outro pois não podemos fazer isso sozinhos. Para alguns esse desejo pode ser o casamento, para outros apenas uma boa trepada, mas continuam sendo conveniências tanto um quanto o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São 03:55 da madrugada de um sábado e eu estou aqui, tentando imaginar quais desejos as pessoas estão tentando satisfazer lá fora, nessa caça incessante por prazer, satisfação, aprovação, felicidade, e como recebem um punhado de mentiras em troca sem nem mesmo perceber, ou percebem e se fazem de idiotas. Eu poucas vezes troquei o prazer dos outros, pelas minhas mentiras. Talvez seja por isso que eu esteja me fodendo tanto agora.&lt;br /&gt;Acabo de dar uma olhada em um texto do Renarde Freire Nobre, que fala sobre a tragédia cultural e a racionalidade no pensamento de Max Weber. Sim! Max Weber, aquele que a maioria dos alunos pseudo-marxistas de ciências socias chamam de reacionário.&lt;br /&gt;Um techo desse texto me  chamou muita atenção:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"(...) A parti de então pode se melhor compreender como a tragicidade da vida consiste em os homens terem que fazer escolhas e lidarem com as suas consequências, e de como tais opções excluem outras e os colocam em conflito ou luta consigo mesmos ou com os demais".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa minha mistura quase esquizofrênica de idéias, tento entender qual a relação das nossas escolhas, que são sempre tão difíceis de serem feitas, e as conveniências que permeiam nossas relações. Não achei nenhuma resposta para isso. Meu cão Vader, fiel amigo sempre sentado ao meu lado nas madrugadas inquietantes,  me olha como se eu estivesse louco, afinal de contas, até ele sabe que é muito difícil pensar sobre tudo isso.&lt;br /&gt;04:09 da madrugada de sábado, é melhor eu tentar dormir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15288286-115908244586995169?l=projetosapiensdemens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/feeds/115908244586995169/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15288286&amp;postID=115908244586995169&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/115908244586995169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/115908244586995169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/2006/09/pensar-sobre-isso-muito-dficil.html' title=''/><author><name>Viny Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13721069632693973355</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15288286.post-115798199988767687</id><published>2006-09-11T06:37:00.000-07:00</published><updated>2006-09-11T08:15:05.416-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Coração, Pedra e Gelo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus olhos cegam os meus&lt;br /&gt;Que não brilham mais&lt;br /&gt;Sem os teus em mim&lt;br /&gt;Leva meu coração&lt;br /&gt;Ele vai pesar tanto&lt;br /&gt;Que você nem vai&lt;br /&gt;Conseguir tirar&lt;br /&gt;Ele do lugar&lt;br /&gt;Se cair no chão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a gente se encontrar&lt;br /&gt;Se os teus olhos meus&lt;br /&gt;Disfarçarem bem&lt;br /&gt;Então leva meu coração&lt;br /&gt;Não vou mais usar&lt;br /&gt;Em nenhuma canção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a gente se encontrar&lt;br /&gt;Se os teus olhos meus&lt;br /&gt;Disfarçarem bem&lt;br /&gt;Então leva&lt;br /&gt;Meu coração pedra e gelo&lt;a href="http://www.orkut.com/AlbumZoom.aspx?uid=10750593271108674500&amp;amp;pid=7"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15288286-115798199988767687?l=projetosapiensdemens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/feeds/115798199988767687/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15288286&amp;postID=115798199988767687&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/115798199988767687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/115798199988767687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/2006/09/corao-pedra-e-gelo-seus-olhos-cegam-os.html' title=''/><author><name>Viny Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13721069632693973355</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15288286.post-115740279640230156</id><published>2006-09-04T13:43:00.000-07:00</published><updated>2006-09-16T08:03:39.516-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Oficina irritada. (Carlos Drummond de Andrade)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quero compor um soneto duro&lt;br /&gt;como poeta algum ousara escrever.&lt;br /&gt;Eu quero pintar um soneto escuro,&lt;br /&gt;seco, abafado, difícil de ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero que meu soneto, no futuro,&lt;br /&gt;não desperte em ninguém nenhum prazer.&lt;br /&gt;E que, no seu maligno ar imaturo,&lt;br /&gt;ao mesmo tempo saiba ser, não ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse meu verbo antipático e impuro&lt;br /&gt;há de pungir, há de fazer sofrer,&lt;br /&gt;tendão de Vênus sob o pedicuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém o lembrará: tiro no muro,&lt;br /&gt;cão mijando no caos, enquanto Arcturo,&lt;br /&gt;claro enigma, se deixa surpreender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casamento do Céu e do Inferno&lt;br /&gt;No azul do céu metileno&lt;br /&gt;a lua irônica&lt;br /&gt;diurética&lt;br /&gt;é uma gravura de sala de jantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anjos da guarda em expedição noturna&lt;br /&gt;velam sonos púberes&lt;br /&gt;espantando mosquitos&lt;br /&gt;de cortinados e grinaldas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela escada em espiral&lt;br /&gt;diz-que tem virgens tresmalhadas,&lt;br /&gt;incorporadas à via-láctea,&lt;br /&gt;vaga-lumeando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por uma frincha&lt;br /&gt;o diabo espreita com o olho torto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15288286-115740279640230156?l=projetosapiensdemens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/feeds/115740279640230156/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15288286&amp;postID=115740279640230156&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/115740279640230156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/115740279640230156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/2006/09/oficina-irritada.html' title=''/><author><name>Viny Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13721069632693973355</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15288286.post-115612213469405163</id><published>2006-08-20T17:50:00.000-07:00</published><updated>2006-08-20T18:13:15.016-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Bate forte, bate, por toda parte.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Arde, queima, vive.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Não, não se iniba. Não tenha vergonha.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Já se esqueçeram disso, mas continue.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;De o seu grito.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Não te entendem?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Você não mente?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Ou se mente, é porque sente.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Então continue batendo, queimando.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Re-inventando o novo do novo, de novo.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Tudo começa na carne.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;A carne sente e sente sinceramente.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Sem tentar se conter.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;É deixar correr, bater, arder.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Ninguém se lembra mais disso.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Mas eu insisto.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Continue batendo, queimando, sentindo.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Vou ficar aqui, só te ouvindo.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15288286-115612213469405163?l=projetosapiensdemens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/feeds/115612213469405163/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15288286&amp;postID=115612213469405163&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/115612213469405163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/115612213469405163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/2006/08/bate-forte-bate-por-toda-parte.html' title=''/><author><name>Viny Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13721069632693973355</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15288286.post-115470736672423200</id><published>2006-08-04T08:54:00.000-07:00</published><updated>2006-08-04T09:09:12.353-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Fragmentos do Abecedário de Deleuze.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;CP = Claire Parnet (entrevistadora)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;GP = Gilles Deleuze (entrevistado)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;C de Cultura &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CP&lt;/strong&gt;: &lt;strong&gt;Se se pode abusar um certo tempo do álcool, da cultura não se deve ir além da dose. É até um pouco repugnante. Bem, terminamos com o álcool. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;GD: Puxa, estamos indo rápido!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CP: Vamos passar ao C. O C é vasto. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;GD: O que é?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CP: C de Cultura. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;GD: Sim, por que não?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CP: Você diz não ser culto. Diz que só lê, só vê filmes ou só olha as coisas para um saber preciso: aquele de que necessita para um trabalho definido, preciso, que está fazendo, mas, ao mesmo tempo, você vai todos os sábados a uma exposição, a um filme do grande campo cultural, tem-se a impressão de que há uma espécie de esforço para a cultura, que você sistematiza e que tem uma prática cultural, ou seja, que você sai, faz um esforço, tende a se cultivar e, entretanto, diz que não é culto. Como explica tal paradoxo? Você não é culto? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;GD: Não, quando lhe digo que não me vejo, realmente, como um intelectual, não me vejo como alguém culto por uma razão simples: é que quando vejo alguém culto, fico assustado, não fico tão admirado, admiro certas coisas, outras, não, mas fico assustado. A gente nota alguém culto. É um saber sobretudo assustador. Vemos isso em muitos intelectuais, eles sabem tudo, bem, não sei, sabem tudo, estão a par de tudo, sabem a história da Itália, da Renascença, sabem geografia do Pólo Norte, sabem... podemos fazer uma lista, eles sabem tudo, podem falar de tudo. É abominável. Quando digo que não sou culto, nem intelectual, quero dizer algo bem fácil, é que não tenho saber de reserva. Pelo menos não tenho esse problema. Com minha morte, não se precisará procurar o que tenho para publicar, nada, pois não tenho reserva alguma. Não tenho nada, provisão alguma, nenhum saber de provisão, e tudo o que aprendo, aprendo para certa tarefa, e, feita a tarefa, esqueço. De modo que, se dez anos depois, sou forçado, isso me alegra, se sou forçado a me colocar em algo vizinho ou no mesmo tema, tenho de recomeçar do zero. Exceto em alguns casos raros, pois Spinoza está em meu coração, não o esqueço, é meu coração, não minha cabeça, senão... Por que não admiro essa cultura assustadora? Pessoas que falam...&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CP: É erudição ou opinião sobre tudo? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;GD: Não é erudição, eles sabem falar, primeiro viajaram, viajaram na História, na Geografia, sabem falar de tudo. Ouvi na TV, é assustador, ouvi nomes, então, como tenho muita admiração, posso dizer, gente como Umberto Eco, é prodigioso, o que quer que lhe digam, pronto, é como se apertassem em um botão, e ele sabe, além disso... Não posso dizer que invejo isso. Fico assustado, mas não invejo. O que é a cultura? Ela consiste em falar muito, não posso me impedir de... sobretudo agora que não dou mais aula, estou aposentado, falar, acho cada vez mais, falar é um pouco sujo. É um pouco sujo, a escrita é limpa. Escrever é limpo e falar é sujo. É sujo porque é fazer charme. Nunca suportei colóquios, estive em alguns quando era jovem, mas nunca suportei colóquios. Não viajo. Por que não? Porque... os intelectuais... eu viajaria se... enfim, não. Aliás, não viajaria, minha saúde me proíbe, mas as viagens dos intelectuais são uma palhaçada. Eles não viajam, se deslocam para falar, partem de um lugar onde falam e vão para outro para falar. E, mesmo no almoço, eles vão falar com os intelectuais do lugar. Não vão parar de falar. Não suporto falar, falar, falar, não suporto. Como me parece que a cultura está muito ligada à fala. Nesse sentido, odeio a cultura, não consigo suportá-la. &lt;strong&gt;CP: Voltaremos a falar disso, a escrita limpa, a fala suja, pois você foi um grande professor e a solução... &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;GD: É diferente.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CP: Voltaremos a isso. A letra P está ligada a seu trabalho de professor. Falaremos da sedução. Queria voltar a algo que você evitou, que é seu esforço, a disciplina que você se impõe, mesmo não precisando dela, para ver, por exemplo, nos últimos 15 dias, a exposição de Polcke, no Museu de Arte Moderna. Você vai com freqüência, ou semanalmente, ver um grande filme ou uma exposição de pintura. Você não é erudito, não é culto, não tem admiração por pessoas cultas, como acaba de dizer. A que corresponde tal esforço? É prazer?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;GD: Claro, é prazer, enfim, nem sempre, mas penso nessa história de estar à espreita. Não acredito na cultura; acredito, de certo modo, em encontros. E não se têm encontros com pessoas. As pessoas acham que é com pessoas que se têm encontros. É terrível, isso faz parte da cultura, intelectuais que se encontram, essa sujeira de colóquios, essa infâmia, mas não se tem encontros com pessoas, e sim com coisas, com obras: encontro um quadro, encontro uma ária de música, uma música, assim entendo o que quer dizer um encontro. Quando as pessoas querem juntar a isso um encontro com elas próprias, com pessoas, não dá certo. Isso não é um encontro. Daí os encontros serem decepcionantes, é uma catástrofe os encontros com pessoas. Como você diz, quando vou, sábado e domingo, ao cinema, etc., não estou certo de ter um encontro, mas parto à espreita. Será que há matéria para encontro, um quadro, um filme, então é formidável. Dou um exemplo, porque, para mim, quando se faz algo, trata-se de sair e de ficar. Ficar na filosofia é também como sair da filosofia? Mas sair da filosofia não quer dizer fazer outra coisa, por isso é preciso sair permanecendo dentro. Não é fazer outra coisa, escrever um romance, primeiro eu seria incapaz, e mesmo se fosse capaz, isso não me diria nada. Quero sair da filosofia pela filosofia. É isso o que me interessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;F de Fidelidade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CP: F de Fidelidade. Fidelidade não gera amizade. Tudo isso vem de um mistério muito maior. Com o Gordo e o Magro, e Bouvard e Pecuchet. Vamos passar para a letra F. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;GD: Vamos ao F.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CP: Escolhi a palavra Fidelidade. Fidelidade para falar de amizade, já que há 30 anos, é amigo de Jean-Pierre Braunberger. E todos os dias, vocês se telefonam ou se vêem. É como um casal. Você é fiel às suas amizades, é fiel a Félix Guattari, a Jerôme Lindon, a Elie, a Jean-Paul Manganaro, Pierre Chevalier... Seus amigos são muito importantes para você. François Châtelet e Michel Foucault eram seus amigos e você os homenageou como amigos com grande fidelidade. Queria saber se a impressão de a fidelidade estar obrigatoriamente ligada à amizade é correta? Ou será o contrário? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;GD: Não há Fidelidade. É só uma questão de conveniência, já que começa com F.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CP: Sim, e o A já foi preenchido. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;GD: É outra coisa. A amizade. Por que se é amigo de alguém? Para mim, é uma questão de percepção. É o fato de... Não o fato de ter idéias em comum. O que quer dizer "ter coisas em comum com alguém"? Vou dizer banalidades, mas é se entender sem precisar explicar. Não é a partir de idéias em comum, mas de uma linguagem em comum, ou de uma pré-linguagem em comum. Há pessoas sobre as quais posso afirmar que não entendo nada do que dizem, mesmo coisas simples como: "Passe-me o sal". Não consigo entender. E há pessoas que me falam de um assunto totalmente abstrato, sobre o qual posso não concordar, mas entendo tudo o que dizem. Quer dizer que tenho algo a dizer-lhes e elas a mim. E não é pela comunhão de idéias. Há um mistério aí. Há uma base indeterminada... É verdade que há um grande mistério no fato de se ter algo a dizer a alguém, de se entender mesmo sem comunhão de idéias, sem que se precise estar sempre voltando ao assunto. Tenho uma hipótese: cada um de nós está apto a entender um determinado tipo de charme. Ninguém consegue entender todos os tipos ao mesmo tempo. Há uma percepção do charme. Quando falo de charme não quero supor absolutamente nada de homossexualidade dentro da amizade. Nada disso. Mas um gesto, um pensamento de alguém, mesmo antes que este seja significante, um pudor de alguém são fontes de charme que têm tanto a ver com a vida, que vão até as raízes vitais que é assim que se torna amigo de alguém. Vejamos o exemplo de frases! Há frases que só podem ser ditas se a pessoa que as diz for muito vulgar ou abjeta. Seria preciso pensar em exemplos e não temos tempo. Mas cada um de nós, ao ouvir uma frase deste nível, pensa: "O que acabei de ouvir? Que imundicie é essa?" Não pense que pode soltar uma frase destas e tentar voltar atrás, não dá mais. O contrário também vale para o charme. Há frases insignificantes que têm tanto charme e mostram tanta delicadeza que, imediatamente, você acha que aquela pessoa é sua, não no sentido de propriedade, mas é sua e você espera ser dela. Neste momento nasce a amizade. Há de fato uma questão de percepção. Perceber algo que lhe convém, que ensina, que abre e revela alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CP: Decifrar signos. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;GD: Exatamente. Disse muito bem. É só o que há. Alguém emite signos e a gente os recebe ou não. Acho que todas as amizades têm esta base: ser sensível aos signos emitidos por alguém. A partir daí, pode-se passar horas com alguém sem dizer uma palavra ou, de preferência, dizendo coisas totalmente insignificantes. Em geral, dizendo coisas... A amizade é cômica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(O Abecedário de Deleuze está disponível na íntegra no site www.oestrangeiro.net)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15288286-115470736672423200?l=projetosapiensdemens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/feeds/115470736672423200/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15288286&amp;postID=115470736672423200&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/115470736672423200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/115470736672423200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/2006/08/fragmentos-do-abecedrio-de-deleuze.html' title=''/><author><name>Viny Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13721069632693973355</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15288286.post-115249676416031133</id><published>2006-07-09T18:48:00.000-07:00</published><updated>2006-07-14T10:44:02.316-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;Carrego do meu lado direito a dor.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Do meu lado esquerdo carrego todo o peso do meu mundo.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Qual a distância que separa, aqueles que vencem daqueles que perdem?&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Carrego as asas dos anjos e tento transpor essa distância.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Como eu poderia ter feito tudo certo?&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Na verdade nada fiz.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Repito as mesmas palavras, desejo as constelações.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Mas só carrego os buracos negros em meu peito.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Procurando por algum sentido?&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Não há sentido.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Eu que já não sou mais eu, não procuro mais um sentido.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Apenas carrego o sono tão desejado. Que seja eterno!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15288286-115249676416031133?l=projetosapiensdemens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/feeds/115249676416031133/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15288286&amp;postID=115249676416031133&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/115249676416031133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/115249676416031133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/2006/07/carrego-do-meu-lado-direito-dor.html' title=''/><author><name>Viny Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13721069632693973355</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15288286.post-115210466704256581</id><published>2006-07-05T05:58:00.000-07:00</published><updated>2006-07-05T06:04:27.563-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Comentário sobre a entrevista de Theodor W. Adorno.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por: Marci Kühn&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;   Não faz muito tempo Marx matou a filosofia, dizendo que estava na hora de colocá-la em prática e parar de falar e pensar. Havia chegado o limite. Há muito tempo chegou o limite, as bibliotecas estão cheias de teorias bonitas, e as nossas mentes repletas de críticas ácidas, no entanto nosso corpo continua enferrujado de ócio. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;   Pergunto-me qual a importância do falar em contraposição ao agir. O viés da filosofia no seu começo foi a compreensão do mundo, saber de onde viemos, para onde vamos, o que esta ao nosso redor, até o momento em que se descobriu que o que estava ao nosso redor eram homens jugando homens e todo um sistema maluco que temos de viver. A compreensão continuou a compreender todos os limiares e as intempéries do nosso sistema, do nosso mundo e ainda sim não colocamos em prática o óbvio. Aprendemos e falamos, não agimos.&lt;br /&gt;   Adorno nos mostrou a importância do agir. Com certeza com o afastamento das suas não-ações. &lt;br /&gt;     “Mas nunca eu disse algo que se dirigisse diretamente a ações práticas”.&lt;br /&gt;   Como podemos aplicar teorias para que as coisas sejam diferentes se nem quem as concebeu consegue lutar por esses ideais?&lt;br /&gt;   O agir tem tanta importância quanto o pensar, quanto o falar. É necessário exemplificar o que dizemos, mostrar que as teorias realmente funcionam e ainda, mais do que falar, o agir tem um significado muito maior do que prevemos. Dar exemplos. Se quisermos que as pessoas leiam mais, temos de ler então, comentar e conversar sobre os livros. Fazer nós mesmos para que se veja quão possível é o que dizemos.&lt;br /&gt;   Neste quesito o nosso querido Adorno falhou. Falhou por não demonstrar acreditar no que ele mesmo disse, por provar mais uma vez que tudo que se luta contra é mais forte.&lt;br /&gt;   Nega estar em uma torre de marfim intelectual que está. Quer que possamos entender que a teoria vem antes da prática. O pensamento é importante, é ele quem consegue nos fazer imaginar as conseqüências das ações e o sacrifício que se fará para alcançar algum objetivo. Mas ainda me pergunto, quando será a hora certa para que a prática seja mera reprodução da teoria? Aliás, algum dia isso será possível? Ultrapassar as incertezas, os sentidos, as vontades, as morais, a rotina, a teoria não poderá nunca fazer isso, só se pode esperar e assistir os erros que nossa mente fez e o que os outros compreenderam do que pensamos, assistir uma nova teoria nascer.&lt;br /&gt;   Essa relação de poder teórico nos corrompe tanto quanto a relação de poder prático que temos dos governos e pequenos poderes. Confiamos tanto em professores, teóricos, pesquisadores e cientistas que simplesmente seguimos coisas que nem eles mesmos pensariam em confiar. Os jovens, como exemplifica a entrevista com o Adorno, são os pequenos ratinhos de laboratório dos cientistas renomados, não pensamos nossas teorias, não pensamos nunca, aliás, seguimos regras de outros como loucos, nos jogamos dos abismos que nos mandam nos jogar e as poucas vezes que paramos para pensar cobramos mero apoio.&lt;br /&gt;   Somos cegos. Lemos e ainda sim somos cegos.&lt;br /&gt;Tirando o fato da estupidez da jovialidade nos afetar, Adorno clama a reflexão como mudança do mundo. Pergunto-me, não seria reflexão uma fase para a mudança de consciência e doravante de ação? E se a sua teoria não foi feita para prática então não podemos agir esta reflexão, não podemos mudar o hábito de ver diferente, de agir diferente. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;   A mera reflexão, e o poder que demos para a razão, é nada mais do que um vazio intelectual.&lt;br /&gt;   &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;   Vamos continuar cegos e convencidos de que saber muda tudo?&lt;br /&gt;   “Essa pergunta me ultrapassa”. Como disse Theodor Adorno.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15288286-115210466704256581?l=projetosapiensdemens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/feeds/115210466704256581/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15288286&amp;postID=115210466704256581&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/115210466704256581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/115210466704256581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/2006/07/comentrio-sobre-entrevista-de-theodor.html' title=''/><author><name>Viny Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13721069632693973355</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15288286.post-114951869116491848</id><published>2006-06-05T07:29:00.000-07:00</published><updated>2006-06-05T07:46:53.400-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;''A filosofia muda o mundo ao manter-se como teoria''&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Entrevista de T. Adorno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Spiegel: Senhor professor, há duas semanas o mundo ainda parecia em ordem...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Adorno: Não para mim.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Spiegel: ... O senhor dizia que sua relação com os estudantes não foi afetada. Nas suas atividades de ensino haveria debates fecundos e objetivos, sem perturbações privadas. No entanto, agora o senhor suspendeu suas aulas.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Adorno: Não as suspendi por todo o semestre, só temporariamente. Em algumas semanas pretendo retomá-las. É o que todos os colegas fazem quando há invasões de salas.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Spiegel: Houve violência contra o senhor?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Adorno: Não violência física, mas fizeram tanto barulho que a aula tornou-se impraticável. Isso claramente foi planejado.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Spiegel: O senhor sente-se incomodado apenas pela forma como agora o atacam os estudantes – que antes o apoiavam – ou também o incomodam os objetivos políticos? Afinal, antes havia concordância entre o senhor e os rebeldes.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Adorno: Não é nessa dimensão que estão em jogo as divergências. Há dias declarei numa entrevista à televisão que, embora eu tivesse elaborado um modelo teórico, não poderia ter imaginado que as pessoas quisessem realizá-lo com bombas. Essa frase foi citada inúmeras vezes, mas necessita muito de interpretação.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Spiegel: Como o senhor a interpretaria hoje?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Adorno: Jamais ofereci em meus escritos um modelo para quaisquer condutas ou quaisquer ações. Sou um homem teórico, que sente o pensamento teórico como extraordinariamente próximo de suas intenções artísticas. Não é agora que eu me afastei da prática, meu pensamento sempre esteve numa relação muito indireta com a prática. Talvez ele tenha tido efeitos práticos em conseqüência de alguns temas terem penetrado na cons ciência, mas nunca eu disse algo que se dirigisse diretamente a ações práticas. Desde que ocorreu em 1967 em Berlim um circo contra mim, determinados grupos de estudantes insistiram em forçar-me à solidariedade e exigiram ações práticas da minha parte. Isso eu recusei.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Spiegel: Mas a teoria crítica não quer deixar as condições tal como se encontram. Isso os estudantes esquerdistas aprenderam do senhor. Mas agora, senhor professor, dá-se a sua recusa da prática. É verdade, então, que o senhor cultiva uma ''liturgia da crítica'', como afirmou Dahrendorf?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Adorno: Em Dahrendorf ressoa uma despreocupada convicção: a de que, se apenas melhorarmos as coisas aos poucos, talvez tudo venha a melhorar. Não posso reconhecer isso como premissa. Nas organizações estudantis de esquerda, contudo, defronto-me sempre com a exigência de entregar-se, de ir junto, e a isso eu venho resistindo desde muito jovem. E nisso nada se modificou em mim. Tento exprimir aquilo que reconheço e que sinto. Mas não posso acomodá-lo ao que se fará disso e ao que disso resultará.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Spiegel: Ciência como torre de marfim, portanto?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Adorno: Não tenho temor algum da expressão torre de marfim. Essa expressão já teve dias melhores, quando Baudelaire a empregou. Contudo, já que o senhor fala de torre de marfim: creio que uma teoria é muito mais capaz de ter conseqüências práticas em virtude da sua própria objetividade do que quando se submete de antemão à prática. O relacionamento infeliz entre teoria e prática consiste hoje precisamente em que a teoria se vê submetida a uma pré-censura prática. Tenta-se, por exemplo, proibir-me de exprimir coisas simples, que mostram o caráter ilusório de muitas propostas de determinados estudantes.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Spiegel: Mas é bem claro que esses estudantes têm muitos seguidores.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Adorno: Sempre volta a ocorrer que um pequeno grupo seja capaz de exercer obrigações de lealdade às quais a grande maioria dos estudantes de esquerda não conseguem se furtar. No entanto, quero repetir: eles não podem invocar modelos de ação que eu lhes tivesse dado para depois distanciar-me deles. Não faz sentido falar desses modelos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Spiegei: Seja como for, ocorre que os estudantes referem-se, às vezes direta e outras vezes indiretamente, à sua crítica da sociedade. Sem as suas teorias talvez nem tivesse surgido o movimento de protesto estudantil.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Adorno: Isso eu não quero negar; apesar disso, tenho dificuldade para captar essa relação. Estou disposto a acreditar que a crítica à manipulação da opinião pública, que vejo como inteiramente legítima também na forma de demonstrações, não teria sido possível sem o capítulo sobre ''indústria cultural'' que Horkheimer e eu publicamos na Dialética do Iluminismo. Mas acredito que muitas vezes a relação entre teoria e prática é representada de modo demasiado sumário. Quando se ensinou e publicou durante 20 anos como eu, com essa intensidade, isso acaba mesmo passando para a consciência geral.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Spiegel: E assim também para a prática, não?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Adorno: Pode ocorrer – mas não necessariamente. Nos nossos trabalhos o valor das chamadas ações isoladas fica extremamente limitado pela ênfase na totalidade social.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Spiegel: Mas como o senhor quer modificar a totalidade social sem ações isoladas?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Adorno: Essa pergunta me ultrapassa. Diante da questão ''que fazer'' eu na realidade só consigo responder, na maioria dos casos, ''não sei''. Só posso tentar analisar de modo intransigente aquilo que é. Nisso me censuram: já que você exerce a crítica, então é também sua obrigação dizer como se deve fazer melhor as coisas. Mas é precisamente isso que eu considero um preconceito burguês. Verificou-se inúmeras vezes na história que precisamente obras que perseguiam propósitos puramente teóricos tenham modificado a consciência, e com isso também a realidade social.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Spiegel: Nos seus trabalhos o senhor distinguiu entre a teoria crítica e quaisquer outras teorias. Ela não deve ater-se à mera descrição empírica da realidade mas especificamente introduzir na reflexão a ordenação correta da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Adorno: Neste ponto tratava-se da crítica ao positivismo. Preste atenção no que eu disse: introduzir na reflexão. Veja que nessa sentença nada me permite atrever-me a dizer como então se agirá.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Spiegel: Mas uma vez o senhor afirmou que a teoria crítica quer ''erguer a pedra sob a qual incuba o monstro''. Se agora os estudantes jogam essa pedra – isto é tão incompreensível?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Adorno: Incompreensível certamente não é. Creio que o ativismo basicamente se deve ao desespero, porque as pessoas sentem quão pouca força têm para modificar a sociedade. Mas estou igualmente convencido de que essas ações isoladas estão condenadas ao fracasso, como se viu na revolta de maio na França.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Spiegel: Se então não há sentido nas ações isoladas, ficaremos apenas com a ''impotência crítica'', da qual a organização estudantil de esquerda (SDS) o acusa?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Adorno: O poeta Grabbe tem uma sentença: ''Pois nada senão o desespero pode salvar-nos''. Isto é provocador, mas nada tem de tolo. Não vejo como condenar que se seja desesperançado, pessimista, negativo no mundo em que vivemos. Mais limitados serão aqueles que se aferram compulsivamente ao otimismo do oba-oba da ação direta, para obter alívio psicológico.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Spiegel: Seu colega Jürgen Habermas, que também é um defensor da teoria crítica, acaba de conceder, num artigo, que os estudantes mani festaram ''senso de provocação com muita fantasia'', e que conseguiram de fato mudar alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Adorno: Nisso eu concordaria com Habermas. Creio que a reforma universitária, da qual ainda não sabemos no que vai dar, nem sequer teria sido iniciada sem os estudantes. Creio que a atenção generalizada aos processos de emburrecimento que dominam a sociedade contemporânea jamais teria ganho forma sem o movimento estudantil. E também acredito – para citar algo bem concreto – que foi somente em conseqüência da investigação sobre a morte do estudante Benno Ohnesorg [em 1967, na repressão a uma manifestação contra o ditador persa, xá Reza Pahlevi] que essa história macabra veio a atingir a consciência pública. Com isso quero dizer que em absoluto não me fecho a conseqüências práticas, quando são transparentes para mim.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Spiegel: E quando foram transparentes para o senhor?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Adorno: Participei de manifestações contra as leis de emergência e, no caso da reforma da legislação penal, fiz o que podia. Mas é inteiramente diferente se eu faço coisas desse tipo ou se participo de uma prática realmente um tanto insana e jogo pedras contra institutos universitários.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Spiegel: Como o senhor avaliaria se uma ação faz sentido ou não?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Adorno: Em primeiro lugar, a decisão depende em grande medida da situação concreta. Depois, tenho as mais graves reservas contra qualquer uso da violência. Eu teria que renegar toda a minha vida – a experiência sob Hitler e o que observei no stalinismo – se não me recusasse a participar do eterno círculo da violência contra a violência. Só posso conceber uma prática transformadora dotada de sentido como uma prática não violenta.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Spiegel: Também sob uma ditadura fascista?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Adorno: Certamente haverá situações em que isso se apresente de outro modo. A um fascismo real só se pode reagir com violência. Nisso não sou de modo algum rígido. No entanto, nego-me a seguir aqueles que, após o assassinato de incontáveis milhões nos estados totalitários, ainda preconizem a violência. É neste limiar que se dá a separação decisiva.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Spiegel: Foi superado esse limiar quando os estudantes tentaram impedir, mediante ações de sit-in, a distribuição de jornais da cadeia [conservadora] Springer?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Adorno: Esse tipo de manifestação eu considero legítimo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Spiegel: Foi superado esse limiar quando estudantes perturbaram a sua aula com barulho e exibições sexuais?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Adorno: Justo comigo, que sempre me voltei contra toda sorte de repressão erótica e contra tabus sexuais! Submeter-me ao ridículo e atiçar contra mim três mocinhas fantasiadas de hippies! Achei isso abo minável. O efeito hilariante que se consegue com isso no fundo não passava da reação do burguesão, com seu riso néscio quando vê uma garota com os seios nus. Naturalmente essa imbecilidade era calculada.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Spiegel: Será que esse ato insólito pretendia confundir suas teorias?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Adorno: Parece-me que nessas ações contra mim importa menos o conteúdo das minhas aulas; tudo indica que para a ala extrema é mais importante a publicidade. Essa ala sofre do medo de cair no esquecimento. Com isso torna-se escrava da sua própria publicidade. Uma aula como a minha, que conta com uma presença de cerca de 1000 pessoas, evidentemente é um cenário maravilhoso para a propaganda ativista.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Spiegel: Pode também esse ato ser interpretado como ação da desesperança? Talvez esses estudantes se sentissem abandonados por uma teoria da qual pelo menos acreditavam que pudesse converter-se em prática modificadora da sociedade?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Adorno: Os estudantes nem tentaram discutir comigo. O que tanto dificulta meu relacionamento com os estudantes hoje é a primazia da tática. Meus amigos e eu temos a sensação de não passarmos de objetos em planos bem calculados. A idéia do direito das minorias, que afinal é cons titutivo da liberdade, não desempenha mais papel algum. As pessoas recusam-se a enxergar a objetividade da coisa.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Spiegel: E diante desses constrangimentos o senhor abre não de uma estratégia defensiva?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Adorno: Meu interesse dirige-se cada vez mais à teoria filosófica. Se eu desse conselhos práticos, como em certa medida fez Herbert Marcuse, isso seria feito à custa da minha produtividade. Pode-se dizer muito contra a divisão do trabalho, mas já Marx, que na sua juventude a atacou com a maior veemência, reconheceu mais tarde que sem ela não seria possível.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Spiegel: Então o senhor decidiu-se pela parte teórica, para os outros fica a parte prática; e o senhor já está empenhado nisso. Não seria melhor que a teoria refletisse simultaneamente a prática? E com isso também as ações presentes?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Adorno: Há situações em que eu faria isso. No momento, contudo, parece-me muito mais importante começar a refletir sobre a anatomia do ativismo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Spiegel: De novo para a teoria, portanto?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Adorno: No momento eu atribuo à teoria uma posição superior. Já toquei – sobretudo na Dialética negativa – nessas questões muito antes de ocorrer esse conflito.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Spiegel: Na Dialética negativa encontramos a constatação re signada: ''A filosofia, que já parecera superada, mantém-se em vida porque o instante da sua realização foi perdido''. Uma filosofia como essa – externa a todos os conflitos – não se converte em ''preciosismo''? Uma pergunta que o senhor mesmo se propôs.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Adorno: Continuo a pensar que é justamente sob os constrangimentos práticos de um mundo funcionalmente pragmatizado que devemos manter a teoria. E também não é pelos eventos recentes que serei levado a desviar-me do que escrevi.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Spiegel: Até agora, como formulou seu amigo Habermas, a sua dialética abandonou-se nos ''pontos mais negros'' da resignação à ''esteira destrutiva da pulsão de morte''.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Adorno: Eu preferiria dizer que é o apego compulsivo ao positivo que provém da pulsão de morte.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Spiegel: Seria então a virtude da filosofia encarar de frente o negativo, mas não invertê-lo?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Adorno: A filosofia não pode, por si só, recomendar medidas ou mudanças imediatas. Ela muda precisamente na medida em que permanece teoria. Penso que seria o caso de perguntar se, quando alguém pensa e escreve as coisas como eu faço, se isso não é também uma forma de opor-se. Não será também a teoria uma forma genuína da prática?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Spiegel: Não haverá situações, como por exemplo na Grécia [sob ditadura militar] em que o senhor, para além da reflexão crítica, apoiaria ações?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Adorno: É evidente que na Grécia eu admitiria toda sorte de ações. Lá reina uma situação totalmente diferente. Mas ficar em lugar seguro recomendando aos outros que façam revolução tem algo de tão ridículo que chega a ser constrangedor.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Spiegel: O senhor continua a ver, portanto, como a forma mais significativa e necessária da sua atividade na República Federal Alemã fazer progredir a análise das condições da sociedade?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Adorno: Sim, e mergulhar em fenômenos singulares muito determinados. Não me envergonho de tornar público que estou trabalhando em um grande livro de estética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ADENDO: UMA INTERVENÇÃO DE ADORNO&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0102-64452003000300008&amp;amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;amp;tlng=pt#nt01"&gt;&lt;strong&gt;1&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Contra as leis de emergência&lt;br /&gt;Um não-jurista pode dizer algo sobre a proposta de leis de emergência na consciência de que a questão não é jurídica, mas realmente social e política. Embora outras nações tenham leis análogas, que no papel não se apresentam em nada mais humanas, a situação alemã é de tal modo diferente que disso não se pode derivar qualquer justificativa para essa proposta.&lt;br /&gt;O que ocorreu no passado depõe contra o plano (...), a começar pelo Parágrafo 48 da Constituição de Weimar. Ele permitiu que a demo cracia fosse entregue às intenções autoritárias do senhor von Papen. Leis como essas abrigam, entre nós, tendências regressivas, à diferença da Suiça, por exemplo, em que a democracia penetrou na vida do povo de maneira incomparavelmente mais substancial. Ao contrário do que alguns nos atribuem, não é preciso estar carregado de histeria política para temer aquilo que aí se anuncia. Já o governo atual e seus predecessores demons traram há anos uma atitude perante a Constituição que permite esperar algo para o futuro. Por ocasião do chamado caso [da revista] Spiegel, o falecido chanceler Adenauer falava de um caso terrível de traição nacional, que nos tribunais resultou em nada. Do lado do governo houve quem tivesse o cinis mo de declarar que os órgãos de proteção do Estado não poderiam andar para cima e para baixo com a Constituição debaixo do braço. A expressão ''um pouco fora da legalidade'' foi incorporada por aquele humor popular que não se deixa fazer de criancinha.&lt;br /&gt;Com uma tradição como essa, quem não desconfia de nada é porque não quer ver. As tendências restauradoras, ou como quer que as chamemos, não se tornaram mais fracas, mas, pelo contrário, fortaleceram-se. Nossa República Federal nem mesmo fez algo sério em relação ao seqüestro de pessoas perpetrado por agentes sul-coreanos. Só um otimismo extremo poderia esperar das leis de emergência outra coisa do que a continuidade dessa tendência, só porque são formuladas com tanta conside ração de direito público. A língua inglesa conhece uma expressão que fala de profecias que se cumprem a si mesmas. É o que ocorre com o estado de emergência. O apetite aumenta com o comer. Tão logo se esteja seguro de quanto se pode abranger com as leis de emergência se achará a oportunidade de pô-las em prática.&lt;br /&gt;Esta é a verdadeira razão pela qual devemos protestar do modo mais incisivo contra essa situação, em que o esvaziamento da democracia, que já se encontra em curso, ainda por cima seja legalizado. Será tarde demais quando as leis permitirem deixar sem ação aquelas forças das quais se poderia esperar que impedissem no futuro o abuso: exatamente o que o abuso não permitirá acontecer. Deve-se fazer oposição no âmbito público mais amplo possível às leis de emergência, em nome da suspeita de que aqueles que as propõem tenham por elas especial simpatia. A circunstância de que a simpatia pelo estado de emergência não é casual, mas exprime uma poderosa tendência social, não deveria diminuir a oposição à proposta, e sim aumentá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notas&lt;br /&gt;* ''Die Philosophie ändert, indem sie Theorie bleibt. Gespräch mit Theodor W. Adorno''. Entrevista à revista Der Spiegel, n.o 19, 1969. Tradução de Gabriel Cohn. Publicado anteriormente no Caderno ''Mais!'' da Folha de S. Paulo, 31.08.2003.&lt;br /&gt;1 Na entrevista, Adorno refere-se à sua participação nos protestos contra a proposta de leis de emergência na então República Federal da Alemanha. Como exemplo da sua atuação nesse caso, e também do modo como esse intelectual supostamente alheio às questões palpáveis do dia-a-dia, na realidade não se furtava a manifestar-se em público, junta-se aqui o texto de fala sua em manifestação realizada em Frankfurt, em maio de 1968. (A propósito: no tocante à referência de Adorno ao Artigo 48 da Constituição de Weimar, que permitia ao presidente da recém-fundada República suspender garantias e instaurar o estado de emergência, encontra-se boa informação em Lua Nova, n.o 24/1991). [Nota do tradutor]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado em Lua Nova no.60 São Paulo 2003.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(Comentarei sobre essa entrevista no próximo post.)&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15288286-114951869116491848?l=projetosapiensdemens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/feeds/114951869116491848/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15288286&amp;postID=114951869116491848&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/114951869116491848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/114951869116491848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/2006/06/filosofia-muda-o-mundo-ao-manter-se.html' title=''/><author><name>Viny Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13721069632693973355</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15288286.post-114770636881112807</id><published>2006-05-15T08:12:00.000-07:00</published><updated>2006-05-15T08:19:28.846-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Como estou sem tempo para elaborar novos textos, resolvi postar parte de um trabalho de sociologia que eu fiz. A discussão desse texto, gira em torno da obra de Emilé Durkheim.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Problematizar o conceito "comunidade" no mundo contemporâneo.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Cada vez mais vemos a palavra comunidade sendo usada erroneamente para definir um grupo de pessoas agrupadas em uma relação de solidariedade negativa, ou seja, prevalece a ligação das pessoas as coisas, e o principal objetivo é conquistar um objeto externo seja ele concreto ou abstrato. No mundo atual, a busca por essa unidade se faz presente, frente a insegurança, incerteza e a falta de perspectiva gerada pelo sistema de produção capitalista e a velocidade com que as informações se movimentam. A palavra comunidade, que antes era usada para designar um grupo de pesoas que viviam em estado de "entendimento" natural, uma idéia que não foi construída, mas como diria Heidegger, "sempre esteve lá" pronta para ser usada, hoje perdeu esse significado pois esse "entendimento" é construído como uma forma de conquistar algo e questionar os valores dessa comunidade, pois com a velocidade das informações as barreiras construídas em torno dessa comunidade são rompidas, fazendo com que outras formas de organização sejam conhecidas. O ato de conhecer, contemplar e tentar controlar esse "entendimento" descaracteriza o conceito sociológico de comunidade.&lt;br /&gt;      A necessidade de pertencer à algum grupo, de ter uma identidade, é cada vez mais frequente em um mundo que se movimenta rapidamente (técnologia, comunicação, etc). A comunicação veloz rompe os muros dessa comunidade e faz com que os membros que pertencem a ela, se tornem seres conscientes e críticos em relaçao a mesma, descaracterizando-a. Esses membros questionando a comunidade, inventam uma nova forma de se sentirem protegidos, mas que não é mais a comunidade e sim uma identidade de grupo como disse Hobsbawn:&lt;br /&gt;"Precisamente quando a comunidade entra em colapso, a identidade é inventada"&lt;br /&gt;      No filme "A Comunidade", podemos claramente ver que a relação dos indivíduos com essa comunidade, é uma relação construída que tem como objetivo único a conquista e divisão do dinheiro herdado por um dos membros. Eles constroem a identidade do grupo, não há um "entendimento" natural, há um objetivo de todos que é o mesmo. A solidariedade é mecânica, onde o direito repressivo reina, pois aqueles que tentam se desligar do grupo são reprimidos com a morte, os vínculos são frágeis, pois as pessoas pertencentes ao grupo não estão ligadas entre si, e sempre quando um membro do grupo se aproxima do objeto desejado (dinheiro), ele rapidamente tenta se desligar dos outros membros. O filme é um retrato das relações contemporâneas, pois as comunidade, ou melhor dizendo, os grupos sociais com uma mesma identidade, quase sempre se organizam da mesma forma que o grupo do filme, como por exemplo as associações de bairro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15288286-114770636881112807?l=projetosapiensdemens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/feeds/114770636881112807/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15288286&amp;postID=114770636881112807&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/114770636881112807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/114770636881112807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/2006/05/como-estou-sem-tempo-para-elaborar.html' title=''/><author><name>Viny Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13721069632693973355</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15288286.post-114468496992682802</id><published>2006-04-10T08:47:00.000-07:00</published><updated>2006-04-10T09:07:59.113-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://www.fdabisso.com/balla/pessimismo.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.fdabisso.com/balla/pessimismo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Desde que sou capaz de pensar, que me faz feliz a canção - entre a montanha e o vale profundo - a história de duas lebres que se empanturram de grama, foram abatidas pelo caçador, e ao constatarem que ainda estavam vivas, saíram correndo. Porém, só muito mais tarde eu compreendi a lição aí contida: a razão só pode resistir no desespero e no excesso; é preciso o absurdo para não se sucumbir à loucura objetiva. Deve-se fazer como as duas lebres. Quando o tiro vem, cair fingindo de morto, juntar todas as suas forças e refletir, e, se ainda se tiver fôlego, dar o fora. A capacidade para o medo e a capacidade para a felicidade são o mesmo: a abertura ilimitada, que chega à renúncia de si, para a experiência, na qual o que sucumbe se reencontra. O que seria a felicidade que não se medisse pela incomensurável tristeza com o que existe ? Pois o curso do mundo está transtornado. Quem por precaução a ele se adapta, tornar-se por isso mesmo um participante da loucura, enquanto só o excêntrico conseguiria aguentar firme e oferecer resistência a absurdidade. Só ele seria capaz de refletir sobre o ilusório do desastre, a irrealidade do desespero, e de se conscientizar não só de que ele ainda vive, mas de que ainda há vida.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15288286-114468496992682802?l=projetosapiensdemens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/feeds/114468496992682802/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15288286&amp;postID=114468496992682802&amp;isPopup=true' title='9 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/114468496992682802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/114468496992682802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/2006/04/desde-que-sou-capaz-de-pensar-que-me.html' title=''/><author><name>Viny Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13721069632693973355</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15288286.post-114182662742220178</id><published>2006-03-08T05:31:00.000-08:00</published><updated>2006-03-08T06:07:03.206-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;We accept you, one of us!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O pesadelo estético e o espetáculo do capital.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;(Givago Oliveira &amp; Viny Rodrigues&lt;/em&gt;)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6497/1410/1600/180px-Freaks.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6497/1410/320/180px-Freaks.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; O anão Hans se apaixona por bela trapezista de circo que, ao saber que ele herdou uma fortuna, planeja, com o amante Hercules, se apossar da sua herança. Fingindo corresponder ao amor de Hans, ela se casa com ele e tenta envenená-lo. Ao saber do plano criminoso, os amigos de Hans, figuras grotescas do circo, os "monstros" do título, decidem vingá-lo. A trama toda ocorre num circo. Desta vez, Browning (que dirigiu o clássico Drácula, com Bela Lugosi), trata do grotesco e do preconceito para com homens e mulheres com aberrações físicas, verdadeiros fenômenos circenses, objeto da curiosidade e pavor do publico. O horror de Freaks é o horror do humano grotesco, da figura aberrante e deformada. Mas o curioso é que, no filme, são tais figuras grotescas que expressam laços de sociabilidade e de valor humanos. Os supostos homens "normais", como a trapezista e seu amante, exemplos de beleza e força física, representam, por outro lado, a degradação de caráter humano, imersos em trapaças e preconceitos contra o diferente e o anormal. Na verdade, no mundo do capital, o normal é que se torna verdadeiramente grotesco. Produzido em 1932, em plena depressão capitalista, com seus milhões de desempregados nos EUA, e no auge do furor fascista na civilizada Europa ocidental, Freaks parece utilizar o grotesco como critica da sociabilidade estranhada do mundo burguês.&lt;br /&gt;Durante as bodas de Hans e Cleopatra, os freaks aceitam a introdução da noiva normal em seu círculo através de um ritual, fazendo passar uma taça de champanhe da qual todos têm de beber misturando suas salivas e gritando: "Uma de nós! Uma de nós!". Contudo, a noiva só lhes tem horror, e os humilha beijando Hercules e não Hans, quebrando a taça que o anão leva de pé sobre a mesa até sua boca: ela abandona a festa gritando todo o nojo que sente daquelas "aberrações". Os freaks começam, então, a suspeitar das intenções casamenteiras de Cleopatra. E quando Hans mostra sintomas de envenenamento, eles passam a vigiar as barracas de Cleopatra e de Hercules, seguindo os passos deles, descobrindo seus planos e preparando uma vingança brutal, desencadeada de maneira assustadora durante uma noite de tempestade.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6497/1410/320/freaks.jpg" border="0" /&gt;Se situarmos Freaks na organização social do mundo pós-moderno, podemos interpretá-lo como uma crítica clara ao modo de produção capitalista e ao modo como as relações sociais se desenvolvem nesse espetáculo. Se no mundo capitalista, o qualitativo é substituido pelo quantitativo, e o valor de uso pelo valor de troca, e toda a mediação das relações é feita através do mercado que tudo coisifica. No filme podemos identificar o qualitativo com as aberrações humanas que apesar de suas deformidades, eram os únicos que de alguma forma se relacionavam através do que podemos chamar de "valor de uso humano" ou seja, dando importância ao valor real do outro. Os personagens normais, aqueles sem deformações físicas, seriam o nosso quantitativo, nosso "valor de troca humano", aqueles cujo o ter é mais importante do que o ser, e que a normalidade serve de máscara para a moral torpe e deturpada, são aqueles que coisificam o anão Hans e o transformam apenas em mercadoria para a acumulação de capital. Freaks é uma analogia sobre o mundo invertido que estava em constante construção desde o fim da sociedade feudal. Nada mais inteligente do que situar a história em um circo de horrores, pois o que o desenvolver do capitalismo, até os dias de hoje, nos mostra sua fase mais cruel e ao mesmo tempo sofisticada. O espetáculo no qual a lógica da mercadoria está inserida em quaisquer tipos de relações e a ecônomia se tornou algo auto-suficiente, que rege a nossa vida.&lt;br /&gt;Freaks é sem dúvida um filme atual que deve ser assistido e pensado tanto do ponto de vista natural, quanto do ponto de vista histórico social. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15288286-114182662742220178?l=projetosapiensdemens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/feeds/114182662742220178/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15288286&amp;postID=114182662742220178&amp;isPopup=true' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/114182662742220178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/114182662742220178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/2006/03/we-accept-you-one-of-us-o-pesadelo.html' title=''/><author><name>Viny Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13721069632693973355</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15288286.post-114124626580580906</id><published>2006-03-01T12:46:00.000-08:00</published><updated>2006-03-01T12:51:05.816-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://www.dustygroove.com/images/products/c/cartola~~~~_verdequet_101b.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.dustygroove.com/images/products/c/cartola~~~~_verdequet_101b.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Autonomia.&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cartola&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É impossível nesta primavera, eu sei.&lt;br /&gt;Impossível, pois longe estarei.&lt;br /&gt;Mas pensando em nosso amor, amor sincero.&lt;br /&gt;Ai! se eu tivesse autonomia.&lt;br /&gt;Se eu pudesse gritaria.&lt;br /&gt;Não vou, não quero.&lt;br /&gt;Escravizaram assim um pobre coração.&lt;br /&gt;É necessário a nova abolição.&lt;br /&gt;Pra trazer de volta a minha liberdade.&lt;br /&gt;Se eu pudesse gritaria, amor.&lt;br /&gt;Se eu pudesse brigaria, amor.&lt;br /&gt;Não vou, não quero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(Poucos homens entenderam tão bem e de forma tão simples, a cruel realidade do mundo)&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15288286-114124626580580906?l=projetosapiensdemens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/feeds/114124626580580906/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15288286&amp;postID=114124626580580906&amp;isPopup=true' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/114124626580580906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/114124626580580906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/2006/03/autonomia.html' title=''/><author><name>Viny Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13721069632693973355</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15288286.post-113960624844126269</id><published>2006-02-10T13:12:00.000-08:00</published><updated>2006-02-10T13:17:28.460-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Por um materialismo iconoclasta.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Viny:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nunca entendi direito o que você quer dizer com:&lt;br /&gt;Por um Materialismo Iconoclasta.&lt;br /&gt;O materialismo em si já não é iconoclasta? Só o fato dele ser uma leitura crítica do real, já não o faz iconoclasta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Cláudio R. Duarte (Militante Imáginário):&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Viny,&lt;br /&gt;Minha idéia de iconoclastia, de "destruir imagens", é a de triturar nossos ídolos, tudo que se cristaliza alienadamente em imagem e que se volta fantasmaticamente contra nós mesmos. Mas isso não quer dizer o fim da imaginação. Ao contrário. Na sua cruzada contra o espírito, a especulação, a imaginação, o materialismo foi sempre tributário do que meramente existe (daí por exemplo a "teoria do reflexo" do marxismo, da teoria como pura e perfeita cópia "objetiva" do real). O "realismo socialista", por exemplo, é essa forma de materialismo na estética, que erigiu a realidade existente em dogma a ser respeitado, através da sua cópia ostensiva, onde já não havia lugar para efeitos de estranhamento ou para a criação de um outro mundo. A idéia de um materialismo iconoclasta então seria "dialética", no sentido que almeja "estilhaçar" as imagens do real existente, que residem lá no fundo de nossa mente, em nosso modo de vida burguês, e que nos dão segurança de que esta é a única forma de vida possível. Mas para destruir isso tem de colocar a imaginação num outro patamar, o da procura do possível no interior do existente; não para erigir mundos utópicos, mas para jogar luz sobre a realidade supostamente monolítica e sem alternativas. A idéia do materialismo iconoclasta me veio do livro "Dialética Negativa" de Adorno. Uma das seções do capítulo "Categorias" é chamada precisamente "materialismo sem imagens".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15288286-113960624844126269?l=projetosapiensdemens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/feeds/113960624844126269/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15288286&amp;postID=113960624844126269&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/113960624844126269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/113960624844126269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/2006/02/por-um-materialismo-iconoclasta.html' title=''/><author><name>Viny Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13721069632693973355</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15288286.post-113883033409202192</id><published>2006-02-01T13:02:00.000-08:00</published><updated>2006-02-01T15:09:28.276-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Deus deve estar...deixa pra lá.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olá, qual o seu nome&lt;br /&gt;- Dani.&lt;br /&gt;- Daniel ou Daniela?&lt;br /&gt;- É óbvio que é Daniela, não está vendo, sou uma menina.&lt;br /&gt;- Mas é sempre bom confirmar né.&lt;br /&gt;- Ok, Ok. Mas me diz, qual o seu nome?&lt;br /&gt;- Carlos e eu sou homem.&lt;br /&gt;- Isso eu já vi e não quero confirmar nada.&lt;br /&gt;- Mas me diz o que você faz da vida?&lt;br /&gt;- Eu estudo e trabalho e você?&lt;br /&gt;- Por enquanto faço cursos. Todo mundo que está desempregado adora dizer que faz cursos. Mas você estuda o que?&lt;br /&gt;- Faço faculdade de artes cênicas.&lt;br /&gt;- E trabalha como atriz?&lt;br /&gt;- Não. Trabalho em uma farmácia.&lt;br /&gt;- Farmácia! Que legal, adoro cheiro de farmácia.&lt;br /&gt;- Hum?&lt;br /&gt;- Acho que na verdade gosto do cheiro de esparadrapo.&lt;br /&gt;- Não vou nem perguntar porque. Você é esquisito.&lt;br /&gt;- Esquisito? Só porque eu estou tentando superar minha timidez excessiva sendo sincero? Eu nunca faço os primeiros movimentos, pois devido a minha timidez, sempre me pego em situações embaraçosas e um tanto traumáticas.&lt;br /&gt;- Nossa! Você tem respostas muito amargas. O que aconteceu, você está nervoso?&lt;br /&gt;- É, na verdade estou um pouco chateado e queria conversar com algum estranho, por isso te abordei.&lt;br /&gt;- Mas o que aconteceu?&lt;br /&gt;- Se eu falar dos meus problemas, você jura que não vai sair correndo?&lt;br /&gt;- Juro.&lt;br /&gt;- Ando brigando muito com a minha familia, por coisas bobas e estou querendo trabalhar, mas tem a merda da fase de exército, essa coisa de reservista sabe? Uma coisa desnecessária na minha opinião. Eu ando pegando ônibus muito lotado, sentando ao lado de pessoas chatas e esta onda de calor em São Paulo me deixou mais suicida que nunca...é isso.&lt;br /&gt;- Mas você precisa ter calma, tudo tem seu tempo.&lt;br /&gt;- É. Já me falaram isso, mas esse tempo nunca chega.&lt;br /&gt;- Você está ansioso?&lt;br /&gt;- Sim, muito. Já até montaram o palco dos Rolling Stones e eu ainda estou aqui...sem grana!&lt;br /&gt;- Mas ansiedade não é uma coisa boa. Você já orou?&lt;br /&gt;- Não! eu parei com isso já faz algum tempo, não acredito mais em Deus sabe, mas se ele existir começo a suspeitar que ele é quem está me provocando.&lt;br /&gt;- Credo! Não fala assim.&lt;br /&gt;- Desculpa se te ofendi.&lt;br /&gt;- Deus é maravilhoso!&lt;br /&gt;- Ah! nisso eu discordo.&lt;br /&gt;- Mas ele conheçe o seu coração.&lt;br /&gt;- Pode ser!&lt;br /&gt;- Ele sabe o que você quer.&lt;br /&gt;- Sabe o que eu quero e manda acontecer o contrário?&lt;br /&gt;- Mas você pode falar com ele até por pensamento.&lt;br /&gt;- Ele lê pensamento? Ah não, to fudido, é por isso então...&lt;br /&gt;- Ele te conheçe.&lt;br /&gt;- Eu sei disso, é assim que ele me provoca. Você é católica?&lt;br /&gt;- Não. Sou evangélica, graças a Deus.&lt;br /&gt;- Ah sim, eu sempre me confundo quem é que não se depila, crente, evangélica, católica...&lt;br /&gt;- E você e de qual religião?&lt;br /&gt;- Se não acredito em Deus, eu sou ateu né dãããã...Mas acho que sou um tipo de ateu místico. Bato na madeira, faço o sinal da cruz, curto Iemanjá e as vezes não corto o cabelo e nem faço a barba.&lt;br /&gt;- Mas nesse caso você coloca Iemanjá como Deus e Jesus Cristo não gosta disso. Ele diz que só ele é Deus.&lt;br /&gt;- Um pouco megalomaníaco esse seu Jesus, você não acha? Mas eu não disse que endeuso ela, eu disse que curto, do mesmo jeito que eu curto Rolling Stones.&lt;br /&gt;- Mas não há outro Deus além dele.&lt;br /&gt;- Não sei. Se existem outros remédios para a dor de cabeça além da Neosaldina na farmácia onde você trabalha, podem existir outros deuses oras!&lt;br /&gt;- Credo!&lt;br /&gt;- Olha, eu gosto da Iemanjá, porque ela tem personalidade, entende? Jesus também tinha, mas ele é homem. Prefiro gostar de mulher.&lt;br /&gt;- Mas quem curte ela, deixa Deus de lado.&lt;br /&gt;- Ah sim, isso é verdade. Mas uma coisa é Iemanjá, toda de azul, bélissima, molhadinha saindo do mar. Outra coisa é Deus, alto, poderoso, nervoso, esbravejando e com cólica.&lt;br /&gt;- Cólica?&lt;br /&gt;- Sim, minha mãe quando está com cólica, acha que é Deus...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(Este diálogo foi inspirado em fatos reais e é dedicado ao meu amigo Mike do adaptations blog)&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15288286-113883033409202192?l=projetosapiensdemens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/feeds/113883033409202192/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15288286&amp;postID=113883033409202192&amp;isPopup=true' title='12 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/113883033409202192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/113883033409202192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/2006/02/deus-deve-estar.html' title=''/><author><name>Viny Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13721069632693973355</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15288286.post-113865476884046702</id><published>2006-01-30T12:53:00.000-08:00</published><updated>2006-01-30T12:59:28.863-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://www.96gillespie.com/images/current_exhibition/standage_graham2/s29_lg.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.96gillespie.com/images/current_exhibition/standage_graham2/s29_lg.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Foda-se o rock. Fodam-se os cigarros e o cabelo lambido pra trás que acaba num rabo de cavalo e num preço de entrada alto. Maturidade e progressão não querem dizer música e ideais do status quo. Sob a falsa pretensão de atingir novas audiências, bandas previamente punks nos trazem de volta ao ponto zero, jogando janela afora as fundações de independência que levaram anos pra serem construídas. Esta banda é uma tentativa de reforçar essas fundações que estão rapidamente se erodindo. Talvez esses tipos "roqueiros" não vejam dessa maneira, mas falando como alguém que nunca foi tentado pela subida escorregadia da merda pseudo-preocupada pós-hardcore de código de barras, o senso comum me diz que não importa quantas canções de reggae você escreva sobre direitos humanos, sua audiência ainda vai dar uma "agitada" e beber vinho e cerveja long-neck. Então eles vão voltar pra casa e foder como cachorros e não dar a mínima pra suas melodias politicamente preocupadas pra caramba. O MEIO é A MENSAGEM."&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Born Against, foi uma das mais reais bandas punk de todos os tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15288286-113865476884046702?l=projetosapiensdemens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/feeds/113865476884046702/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15288286&amp;postID=113865476884046702&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/113865476884046702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/113865476884046702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/2006/01/foda-se-o-rock.html' title=''/><author><name>Viny Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13721069632693973355</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15288286.post-113804830918677573</id><published>2006-01-23T12:14:00.000-08:00</published><updated>2006-01-23T12:31:49.423-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O que eu procuro não vive mais ai, deve estar do lado de fora.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Viny Blisset&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais difícil da vida não são as escolhas que temos que fazer, mas sim o modo como somos obrigados a escolher.&lt;br /&gt;Escolhemos sempre as imitações, as mentiras, as representações daquilo que poderíamos ter efetivamente. Escolhemos sem termos opção de escolha, pois, o que difere a escolha A da escolha B são apenas os nossos desejos que infelizmente não temos controle e consciência deles.&lt;br /&gt;O ato de consumir e a pseudo-liberdade imposta pela mercadoria são os mecânismo fundamentais usados pelo sistema das representações, aonde você assisti, compra e se satisfaz com tudo que é falso, pois a troca das mercadorias ou o que chamamos de ecônomia, atingiu uma autônomia na qual ela se reproduz para ela mesma e nós apenas contemplamos essa reprodução e nos limitamos a aceitar aquilo que nos é oferecido. Nós não temos o que queremos, temos apenas o que querem nos dar.&lt;br /&gt;Portanto, a consciência do desejo e o desejo da consciência, são os mesmos projetos que sob a forma negativa quer a abolição da mentira cotidiana, isto é, que os seres humanos tenham a posse direta de todos os momentos de sua atividade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15288286-113804830918677573?l=projetosapiensdemens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/feeds/113804830918677573/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15288286&amp;postID=113804830918677573&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/113804830918677573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/113804830918677573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/2006/01/o-que-eu-procuro-no-vive-mais-ai-deve.html' title=''/><author><name>Viny Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13721069632693973355</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15288286.post-113648129220260158</id><published>2006-01-05T09:01:00.000-08:00</published><updated>2006-01-05T09:14:52.223-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6497/1410/1600/praia.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6497/1410/320/praia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Mentira&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 31 de Dezembro de 2005 às 23:50hs, eu sem querer me peguei sentado na areia, olhando o mar e sorrindo. Não era um sorriso de alegria, mas sim um sorriso singelo, confortável e puro. Daqueles que nós nunca damos ou nunca percebemos dar.&lt;br /&gt;O engraçado de tudo isso é que eu nunca fui um admirador do mar, pelo contrário ele sempre me causou pavor. Nunca fui um frequentador assíduo de praias, sempre preferi as grandes construções de arquitetura moderna das metrópoles. Nunca gostei de festas de ano novo e desse falso espírito de renovação, esperança e essa pseudo-segurança compensatória. Sempre encarei e ainda encaro o tal do ano novo como apenas a mudança de um dia para o outro, o resto é invenção humana.&lt;br /&gt;Mas me peguei sorrindo sem saber porque.&lt;br /&gt;Talvez por eu estar ao lado de uma pessoa que eu amo muito, ou talvez por ver como as pessoas em determinadas situações parecem ser boas, ingênuas e puras. Sim eu admito, eu me sentia confortável naquele momento. Essa sensação de que algo me protegia, de que nada de ruim poderia acontecer, fez eu perceber o quanto sou um farsante, um mentiroso.&lt;br /&gt;Cada vez mais eu entendo que a verdade não é o importante. O importante é o que você quer acreditar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Feliz Pseudo-Ano Novo à todos vocês.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15288286-113648129220260158?l=projetosapiensdemens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/feeds/113648129220260158/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15288286&amp;postID=113648129220260158&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/113648129220260158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/113648129220260158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/2006/01/mentira-dia-31-de-dezembro-de-2005-s.html' title=''/><author><name>Viny Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13721069632693973355</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15288286.post-113387374307916298</id><published>2005-12-06T04:54:00.000-08:00</published><updated>2005-12-06T04:55:43.223-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Nada é impossível de Mudar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo. E examinai, sobretudo, o que parece habitual. Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar."&lt;br /&gt;Bertold Brecht.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15288286-113387374307916298?l=projetosapiensdemens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/feeds/113387374307916298/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15288286&amp;postID=113387374307916298&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/113387374307916298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/113387374307916298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/2005/12/nada-impossvel-de-mudar-desconfiai-do.html' title=''/><author><name>Viny Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13721069632693973355</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15288286.post-113267605278028292</id><published>2005-11-22T08:09:00.000-08:00</published><updated>2005-11-22T08:14:12.796-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"O que é a verdade, portanto? Um batalhão móvel de metáforas, metonímias antropomorfismos, enfim, uma soma de relações humanas, que foram enfatizadas poética e retóricamente, transportadas, enfeitadas, e que, após longo uso, parecem a um povo sólidas, canônicas e obrigatórias: as verdades são ilusões, das quais se esqueceu que o são, metáforas que se tornaram gastas e sem força sensível, moedas que perderam sua efígie e agora entram em consideração como metal, não mais como moedas"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Friedrich Nietzsche - Sobre Verdade e Mentira no Sentido Extra-Moral.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15288286-113267605278028292?l=projetosapiensdemens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/feeds/113267605278028292/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15288286&amp;postID=113267605278028292&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/113267605278028292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/113267605278028292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/2005/11/o-que-verdade-portanto-um-batalho-mvel.html' title=''/><author><name>Viny Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13721069632693973355</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15288286.post-113214979113047575</id><published>2005-11-16T06:01:00.000-08:00</published><updated>2005-11-16T06:03:11.146-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;- Pouco me importa.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;- Pouco te importa o que?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;- Não sei, mas pouco me importa.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15288286-113214979113047575?l=projetosapiensdemens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/feeds/113214979113047575/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15288286&amp;postID=113214979113047575&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/113214979113047575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/113214979113047575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/2005/11/pouco-me-importa.html' title=''/><author><name>Viny Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13721069632693973355</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15288286.post-113165258494938044</id><published>2005-11-10T11:48:00.000-08:00</published><updated>2005-11-10T12:10:39.476-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6497/1410/1600/los_hermanos_-_4.3.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6497/1410/200/los_hermanos_-_4.3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Pois É - Los Hermanos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Composição: Marcelo Camelo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Pois é, não deu&lt;br /&gt;Deixa assim como está sereno&lt;br /&gt;Pois é de Deus&lt;br /&gt;Tudo aquilo que não se pode ver&lt;br /&gt;E ao amanhã a gente não diz&lt;br /&gt;E ao coração que teima em bater&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;"Avisa que é de se entregar o viver "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, até&lt;br /&gt;Onde o destino não previu&lt;br /&gt;Sem mas, atrás vou até onde eu conseguir&lt;br /&gt;Deixa o amanhã e a gente sorri&lt;br /&gt;Que o coração já quer descansar&lt;br /&gt;Clareia minha vida, amor, no olhar&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15288286-113165258494938044?l=projetosapiensdemens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/feeds/113165258494938044/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15288286&amp;postID=113165258494938044&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/113165258494938044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/113165258494938044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/2005/11/pois-los-hermanos-composio-marcelo.html' title=''/><author><name>Viny Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13721069632693973355</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15288286.post-113111700018000110</id><published>2005-11-04T06:57:00.000-08:00</published><updated>2005-11-04T07:10:00.200-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6497/1410/1600/335599.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6497/1410/320/335599.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Manifesto DESORKUTE-SE!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Por: Viny Blisset&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um movimento surgido no interior da rede (desterritorializada)de amigos vem ganhando cada vez mais adeptos. O suicídio ritual do Orkut é expressão de uma recusa, mais uma. Leia na íntegra o manifesto DESORKUTE-SE!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ADVERTÊNCIA INTRODUTÓRIA:&lt;br /&gt;Não se trata de recusa tecnológica. Trata-se de recusa aos mecanismos de absorção e controle diretamente vinculados à lógica do espetáculo integrado moderno. Sua esfera de ação encontra espaço em nossas vidas, sendo portanto essencial desconstruir o simulacro filosófico e estético reinante. No espaço desterritorializado, a justaposição descontextualizada de seus elementos não é possível, toda subversão é bem vinda: absorvida e reproduzida. Nesse sentido, trata-se de recusa à sobrevivência. Esse processo encontra nas mídias de entretenimento e informação, redes de comunicação e encontro virtuais, sua realização objetiva. Acreditarmos na ilusão da atividade humana nesse contexto é cair na magistral mentira generalizada da humanidade. Se nada é verdadeiro (enquanto realização e experiência), o que mais esperamos para permitirmos a nós mesmos simplesmente tudo? O indivíduo fragmentado se desobjetiva realizando a totalidade da vida.&lt;br /&gt;TERRITÓRIO DE ILUSÕES:&lt;br /&gt;Mais do que nunca vivemos uma representação. O processo de inversão da vida agora objetiva-se em monitores integrados de absorção castrativa, páginas de Orkut.&lt;br /&gt;A dimensão territorial de nossas vidas já não mais nos faz sentido. Não reconhecemos outra objetividade que não essa à qual aparentamos uma existência realizada: tanto individual quanto coletiva.&lt;br /&gt;Não passamos de simulacros de si próprios, nos afastamos cada vez mais do conjunto de elementos que constituem nossas vidas. Nos afastamos das dimensões espaciais que constituem o espaço do cotidiano, onde de fato nos realizamos: não mais reconhecemos a paisagem que nos envolve, nem o lugar em que vivemos.&lt;br /&gt;O Orkut se transformou em elemento de fetichização dos indivíduos inseridos em sua lógica, a felicidade agora se conjuga com uma popularidade aparente: consideram-se amigas pessoas que nunca se encontraram. Nessa lógica, o encontro com o Outro se dá agora através do distanciamento e da representação. Desterritorializados, os indivíduos se desintegram, e caminham para a objetivação de sua transformação em pontos de fluxo informacionais e imagéticos, mediados pela relação social entre indivíduos separados ideologicamente e materialmente.&lt;br /&gt;As redes de indivíduos separados e comunidades ausentes de realização entre os membros que a constituem (paradoxo maior do Orkut), se ampliam à medida que um maior dispêndio de tempo é dedicado pelo indivíduo inserido nessa lógica. Para conquistar a falsa-felicidade, é preciso engajamento: espacial e temporal.&lt;br /&gt;Espacial porque é preciso abdicar do território material para engendrar as relações no espaço desterritorializado da rede informacional e imagética.&lt;br /&gt;Temporal porque nega a vida, estabelece uma nova relação com aquilo que é falso e se configura como verdadeiro. A esfera do cotidiano se transmuta em uma nova dimensão, a dimensão espaço-temporal da não realização, o cotidiano-rede. Implica novas formas de percepção da realidade, percepção essa reduzida à mecanismos visuais e motores identificados com a lógica tecnológica e informacional da rede.&lt;br /&gt;O cotidiano é a esfera real de ação da subjetividade humana, é o espaço onde a dimensão da vida se objetiva, se torna real. No cotidiano-rede, os indivíduos delegam-se do poder de domínio e apropriação do espaço, isso porque é o espaço desterritorializado que domina e se apropria da subjetividade humana.&lt;br /&gt;A comunidade, enquanto corpo social não faz sentido uma vez que o lugar habitado pelos indivíduos que constituem esse corpo não existe enquanto materialidade. Comunidades virtuais há muito existem desvinculadas de territórios, processo que inverte progressivamente as relações humanas e suas disposições espaciais uma vez que a representação, distanciamento, separação e não-realização se convertem em objetividade unilateral. Estabelece-se um vínculo que une os complexos de não-realização e realização virtual; separação e encontro virtual; representação e realidade aparente.&lt;br /&gt;O homem espectador revela-se protagonista de sua dissolução subjetiva, e quanto maior a falsidade de suas realizações, maior sua satisfação. O verdadeiro transmuta-se em momentos do falso. Opta-se pela ilusão: aurora de imagens e informações.&lt;br /&gt;O espaço de encontro entre amigos não existe uma vez que inexiste encontro com o Outro, o que se realiza de fato é uma comunicação superficial entre indivíduos mediados por dados e fluxos imagéticos e informacionais.&lt;br /&gt;O usuário do Orkut vive uma ilusão. A máquina é sua expressão efetivamente real, e o Orkut sua manifestação geral.&lt;br /&gt;Para Lefebvre, é no cotidiano que a existência social e do ser humano formula em sentido geral, os problemas de sua reprodução. O cotidiano é dessa forma, o espaço do novo e do possível.&lt;br /&gt;Enquanto espaço desterritorializado e do tempo não-vivido, o cotidiano-rede conjuga a falsa existência do ser separado com a esfera de não realização informacional e imagética da rede. Confluem em seu universo um conjunto de simulacros e representações que são a expressão mais evidente da sociedade do espetáculo.&lt;br /&gt;A ruptura situacionista do cotidiano só é possível com a negação total da sociedade do espetáculo, recusa essa que encontrava no jogo sua expressão revolucionária. No cotidiano-rede, o jogo não é possível uma vez que não há nada com que se jogar se não com sua própria dissolução enquanto sujeito. A ruptura deve-se dar através do suicídio.&lt;br /&gt;Desterritorializados, nos reterritorializamos, e voltamos assim a sermos fluxos de desejo no devir do mundo, não mais fluxos informacionais e imagéticos no devir falso da rede. É com o suicídio ritual do Orkut que damos um passo a frente na construção da história, uma história que jamais foi vivida pela humanidade, e que caminha cada vez mais para a não realização de nossas vidas.&lt;br /&gt;A net é a totalidade das transferências de informações e de dados na rede. Algumas dessas transferências são privilégio e exclusividade de várias elites, conferindo-lhes um aspecto hierárquico. Outras transações são abertas a todos, e dessa forma a net possui também um aspecto horizontal e não-hieráquico. De maneira geral, a telefonia, o sistema postal, os bancos de dados públicos entre outros são acessíveis a todos. Com isso, de dentro da net começou a emergir um tipo de contra-net: a web.&lt;br /&gt;O Orkut é um mecanismo de controle da web. Quanto tempo era gasto com pesquisas, plágios e pirataria cultural antes do surgimento do messenger e das páginas de encontro virtuais? A net deve existir e co-existir com esses mecanismos de controle, a escolha de sua submissão e perda de autonomia na rede deve ficar a cargo de nós mesmos. Devemos fazer emergir da crítica a totalidade e suas manifestações gerais, não aspectos e mecanismos específicos que apenas decorrem dessa lógica. Aquém de neo-luddismos, unabombers e durdens, não acreditamos na destruição material dos objetos. As mercadorias agentes da separação só serão efetivamente destruídas em sua totalidade, se compreendermos a aura de sua reificação. Dessa tomada de consciência, rituais próximos ao Potlatch primitivo poderão novamente ser realizados; assim como o foi no bairro negro de Watts em Los Angeles (1965). A destruição material de mercadorias respeitando à ilógica insurrecional e subjetiva das massas. Objetivamente: o suicídio ritual do Orkut se dá com a simples realização de um logoff, apenas isso. A título de indicativos do processo de recusa que se inicia, uma não-comunidade ou anti-comunidade será formada apenas por fantasmas que um dia navegaram por aquele espaço. E estes serão signos da realização, nômades agora reterritorializados, engendrando uma relação verdadeira e realizada com a vida, e com sua esfera de ação, o cotidiano.&lt;br /&gt;Enquanto o panoptismo da vigilância, do controle e da correção vigorar sem enfrentamento e questionamento em nossa sociedade, homens-máquina vagarão à noite em meio às ruas vazias, revelando cartografias afetivas e novas formas de consciência do território. O véu da separação é então retirado, e a emergência de situações e zonas autônomas se faz possível. Conscientes da inversão, exigimos e realizamos o impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Viny Blisset, outubro de 2005. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Além do Copyleft: plagie, copie, não cite a fonte. Diga que o autor desse manifesto é você, ou alguém que de fato não existe ou apenas você conhece. &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15288286-113111700018000110?l=projetosapiensdemens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/feeds/113111700018000110/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15288286&amp;postID=113111700018000110&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/113111700018000110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/113111700018000110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/2005/11/manifesto-desorkute-se-por-viny.html' title=''/><author><name>Viny Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13721069632693973355</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15288286.post-113050539320020169</id><published>2005-10-28T05:53:00.000-07:00</published><updated>2005-10-28T06:18:22.440-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Le Parkour &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;A arte/subversão do movimento.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Que é?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É basicamente o método natural de condicionar o corpo para se tornar capaz de se mover adiante com agilidade, fazendo uso dos obstáculos que estão a nossa volta o tempo todo. A Arte do movimento não necessita de nenhuma estrutura ou acessórios, seu corpo é sua única ferramenta. A Disciplina do Parkour tem como base atravessar obstáculos da forma mais rápida possível e com mais fluxo, mantendo um ritmo continuo de movimentos. Para isso o esporte tem varias técnicas como escaladas, vaults (saltos com apoio das mãos), rolamentos para absorção de impacto, e diversos outros movimentos que fazem um Traceur (Praticante de Parkour) apto a enfrentar todos os obstáculos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Como surgiu?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Os movimentos do Parkour são utilizados desde o inicio da humanidade, mas a arte na verdade foi criado nos anos 80 em Lisse, França. Iniciado por um grupo de crianças brincando, e resolveram levar a sério o que era o estilo militar de cruzar obstáculos. As crianças em questão cresceram e desenvolveram a arte. Dois deles são os conhecidos David Belle e Sebastien Foucan. Mas vários sites, praticantes e outros acreditam que a arte tenha sido criada por um grupo maior de pessoas, entre eles, os que adicionaram influências foram Yahn Hnautra, Daivd Balogne, Frederic Hnautra e Kazuma. Uma outra grande influencia, foi o pai de David Belle, com seu passado militar.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Parkour no Brasil.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A Primeira vez que se teve noticias de Traceurs no Brasil, foi no inicio de 2004, quando nasceram alguns grupos em Brasília e São Paulo, depois com o tempo, foram nascendo grupos em Curitiba, Florianópolis, João pessoa e por todo resto do país.&lt;br /&gt;Em Brasília é onde se tem noticia da maior cena ativa de Parkour, com cerca de 20 praticantes ativos, treinos fixos, e uma equipe de alto nível técnico a frente dos treinamentos. Em São Paulo os praticantes são em numero menor, mas não perde o nível técnico dos praticantes.&lt;br /&gt;(Esses dados já foram superados).&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Dificuldades.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sendo um esporte que usa os obstáculos urbanos, os Traceurs no Brasil enfrentam o problema dos seguranças e policiais. É difícil um policial que vê uma pessoa pulando muros de 2 metros, com um simples toque, passando por cercas, grades, pulando de um telhado pro outro, e todas as outras coisas que fazem do Parkour um esporte intenso, entender que ele está praticando um esporte, uma disciplina atlética, que estimula a mente, cria resistência física, velocidade, e o mais importante seguindo uma filosofia de treinamento.&lt;br /&gt;Traceurs são freqüentemente confundidos com marginais, pedidos que se retirem mesmo de locais públicos por policiais, sem falar nos seguranças de prédios, e áreas comerciais. Mas vale lembrar também que em muitos lugares os seguranças e policias perguntam apenas o que esta acontecendo, pede que tomem cuidados, e liberam pra continuar, muitos deles ate ficam admirados e elogiam os movimentos dos praticantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Minha Visão Sobre:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Entendo o Parkour como a necessidade do homem voltar a se integrar com o meio no qual ele vive e se movimentar de acordo com as possibilidades naturais do seu corpo. Digamos que seria a volta do homem a seu estado Hominída.&lt;br /&gt;Graças às facilidades dos meios de locomoção moderna, o homem esqueceu de como explorar fisicamente seu corpoe de como tornar a utilizar o meio onde vive harmoniosamente. O Parkour é uma forma de subversão física ao sedentárismo moderno, uma forma de subversão filosófica, antropológica e geográfica. Não há limites para um Traucer. Ele toma a cidade como parte dele e se utiliza dela.&lt;br /&gt;Outra característica fundamental, é a autônomia de cada Traucer. Pois no Parkour não temos mestres, guias, ou qualquer outra forma de hierarquia. Cada Traucer é responsável por si mesmo e não há competição. É como ser fosse a mistura do esporte com a filosofia da liberdade.&lt;br /&gt;O Parkour não é andar a cair de telhados, fazer saltos "malucos" ou impressionar as pessoas à nossa volta. O Parkour vive dentro de cada um de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais informações e vídeos:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://videolog.click21.com.br/videolog/vdl_index.php?user=esquilo"&gt;http://videolog.click21.com.br/videolog/vdl_index.php?user=esquilo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.parkourpt.com/parkour/"&gt;http://www.parkourpt.com/parkour/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.davidbelle.com/"&gt;http://www.davidbelle.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.parkour.com/"&gt;http://www.parkour.com/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15288286-113050539320020169?l=projetosapiensdemens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/feeds/113050539320020169/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15288286&amp;postID=113050539320020169&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/113050539320020169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/113050539320020169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/2005/10/le-parkour-artesubverso-do-movimento.html' title=''/><author><name>Viny Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13721069632693973355</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15288286.post-112922617554266813</id><published>2005-10-13T10:42:00.000-07:00</published><updated>2005-10-13T10:56:15.550-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Necrópolis&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chão batido em mortalha.&lt;br /&gt;De concreto e de asfalto.&lt;br /&gt;Necrópolis.&lt;br /&gt;Nenhum ciclone sopra aqui.&lt;br /&gt;Necrópolis, cidade ossário!&lt;br /&gt;Fervilhante de mortos vivos,&lt;br /&gt;Mortos vestidos, envergando gravatas que balaçam,&lt;br /&gt;Esvoaçando com o vento brando.&lt;br /&gt;Necrópolis.&lt;br /&gt;Nenhuma Tempestade.&lt;br /&gt;Apenas garoa fina...&lt;br /&gt;Que molha asfalto e telefones públicos.&lt;br /&gt;Necrópolis cidade ossário!&lt;br /&gt;Cheia de rostos inexpressivos.&lt;br /&gt;Ninguém grita.&lt;br /&gt;Apenas sussurram, em telefones celulares minúsculos.&lt;br /&gt;Cadáveres atarefados transitam pelas vias públicas,&lt;br /&gt;Engolidos pelo concreto dos arranha-céus.&lt;br /&gt;Tudo está tão calmo.&lt;br /&gt;Na televisão rostos plástificados,&lt;br /&gt;Que convidam para a grande feira moderna.&lt;br /&gt;"Nós que aqui estamos, por vós esperamos"&lt;br /&gt;Não há ciclones, tempestades ou gritos.&lt;br /&gt;Apenas o sossego da sepultura onipresente.&lt;br /&gt;Ah! Essa cidade túmulo,&lt;br /&gt;Cemitério onde repousa no piche o último sabiá laranjeira.&lt;br /&gt;O mesmo asfalto que cobre o sabiá, gastou meus sapatos.&lt;br /&gt;Não posso mais viver aqui entre os mortos.&lt;br /&gt;Preciso ir para um lugar onde eu possa andar descalço.&lt;br /&gt;Um lugar onde eu possa ser ciclone, e tempestade, e grito!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15288286-112922617554266813?l=projetosapiensdemens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/feeds/112922617554266813/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15288286&amp;postID=112922617554266813&amp;isPopup=true' title='12 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/112922617554266813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/112922617554266813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/2005/10/necrpolis-cho-batido-em-mortalha.html' title=''/><author><name>Viny Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13721069632693973355</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15288286.post-112906032498068511</id><published>2005-10-11T12:50:00.000-07:00</published><updated>2005-10-11T12:55:10.933-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;"Olha ali quem está pedindo aprovação, não sabe nem pra onde ir, se alguém não aponta a direção"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Los Hermanos - Cara Estranho&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Essa canção, tem feito tanto sentido pra mim nesses últimos dias!!!&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15288286-112906032498068511?l=projetosapiensdemens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/feeds/112906032498068511/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15288286&amp;postID=112906032498068511&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/112906032498068511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/112906032498068511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/2005/10/olha-ali-quem-est-pedindo-aprovao-no.html' title=''/><author><name>Viny Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13721069632693973355</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15288286.post-112783828153689732</id><published>2005-09-27T09:15:00.000-07:00</published><updated>2005-09-27T10:33:41.883-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://pastlives.blig.ig.com.br/imagens/evol1.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://pastlives.blig.ig.com.br/imagens/evol1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Upgrade do macaco.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;(Sobre o mal da onipotência criativa do homem). &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Inspirado no "Manifesto Upgrade do Macaco" de &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Emerson Pigarrilho.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Celebrando a digerida virtualidade de toda a crença&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Não há instituição que te mereça! &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Analfabetizando o instinto o corpo espirra sua presença &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;DESLOCANDO a redundância...esse agora não acaba mais...*meu fim já ficou pra trás*&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Porque eu sou o texto&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Se agora eu sou o texto, o que resta do macaco?&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;O que resta pra um Macaco?&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Imerso; num gigantesco; mar azul de desejos e liberdade; a fusão dos corpos exige proximidade; através dos olhos que brilham com a curiosidade; e se fundem como duas galáxias rompendo limites dimensionais; ___num momento de transe e gozo________________________ _ _ _ _ _ &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;esTaBeleçA o CoNtaTo!&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;* a questão é o seguinte: Ninguém tinha que ter espectativa nenhuma...o que a gente faz não é bom não é ruim não É NADA.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15288286-112783828153689732?l=projetosapiensdemens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/feeds/112783828153689732/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15288286&amp;postID=112783828153689732&amp;isPopup=true' title='33 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/112783828153689732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/112783828153689732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/2005/09/upgrade-do-macaco.html' title=''/><author><name>Viny Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13721069632693973355</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>33</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15288286.post-112749004331908075</id><published>2005-09-23T08:38:00.000-07:00</published><updated>2005-09-23T08:40:43.323-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"E sem dúvida o nosso tempo...prefere a imagem à coisa, a cópia ao orginal, a representação à realidade, a aparência ao ser...Ele considera que a ilusão é sagrada, e a verdade é profana.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E mais: a seus olhos o sagrado aumenta à medida que a verdade descresce e a ilusão cresce, a tal ponto que, para ele, o cúmulo da ilusão fica sendo o cúmulo do sagrado."&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Feuerbach.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"No mundo realmente invertido, a verdade é um momento do que é falso"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Guy Debord.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15288286-112749004331908075?l=projetosapiensdemens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/feeds/112749004331908075/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15288286&amp;postID=112749004331908075&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/112749004331908075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/112749004331908075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/2005/09/e-sem-dvida-o-nosso-tempo.html' title=''/><author><name>Viny Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13721069632693973355</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15288286.post-112603035740754137</id><published>2005-09-06T11:10:00.000-07:00</published><updated>2005-09-06T11:12:37.413-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O Imbecil Especializado&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;"Continuamos a desperdiçar tanto tempo e energia como os que eram necessários antes da invenção das máquinas; nisto fomos idiotas, mas não há motivo para que continuemos a ser".&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bertrand Russel&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Cada vez mais trabalhamos com o cérebro e menos com os braços. Essa mudança está ocorrendo, principalmente, pelas seguintes razões:&lt;br /&gt;Novas fontes de energia&lt;br /&gt;Novas divisões do trabalho&lt;br /&gt;Novas dimensões do poder&lt;br /&gt;Que trazem consigo um novo modo de ver o progresso e o mundo.&lt;br /&gt;Na metade do século XVIII nasce um novo movimento, o racionalismo, que confia na razão humana para a solução dos problemas, em contraposição a soluções através de um enfoque emotivo, religioso ou fatalista.&lt;br /&gt;De Masi, afirma que vivemos em uma sociedade que ele chama de pós-industrial, onde o homem é apenas mais um elemento produtivo, não há distribuição igualitária do poder, do saber e do trabalho e uma verdadeira obsessão consumista faz o homem um autômato sem tempo para desenvolver-se como um todo.&lt;br /&gt;Ao constatar que trabalhamos hoje, de forma tão primitiva como se fazia muito antes do surgimento da indústria e de que nossas horas de lazer são mais uma compensação pelas horas trabalhadas do que verdadeiramente lazer, o sociólogo propõe a teoria do ócio criativo. Aqui, "ócio" não significa preguiça, sedentarismo ou alienação. Talvez a melhor analogia que possa ser dada para exemplificar, seja a do poeta deitado na rede, compondo mentalmente seus versos.&lt;br /&gt;O ócio criativo significa, então, um exercício do sincretismo entre atividade, lazer e estudo, propondo ao homem que ele se desenvolva em todas as suas dimensões.&lt;br /&gt;O século XVIII é conhecido como o "século das luzes"; é nesse século que um grupo de pessoas cultíssimas decidem transmitir o saber que possuem para aqueles que não sabem, por meio de advento da enciclopédia. Portanto, o que os inspira é a vontade de permitir, a quem quer que possua tais livros, reproduzir um universo tecnológico que até então era um patrimônio restrito aos iluminados.&lt;br /&gt;A consciência de que a sociedade mudou só aflora em torno de 1850. Por muito tempo a mudança é percebida apenas em partes pelos estudiosos. É então que se começa a falar não mais somente de indústrias, mas de "sociedade industrial", e percebe-se a globalidade da mudança de época que acabou de acontecer.&lt;br /&gt;No final do século XIX e início do século XX, para os católicos, o trabalho é uma sentença condenatória, como reafirmará a Rerum Novarum, em 1891. Para os liberais, é uma disputa mercantil.&lt;br /&gt;As teorias sociais dessa época se diversificam. De um lado, encontram-se a teoria e o cristianismo, baseados no medo do conflito. De outro, a teoria marxista, fundada, ao contrário, na esperança da revolução.&lt;br /&gt;A Rerum Novarum intervém tardiamente nesse debate, porque é a teoria de maior difusão entre as massa católicas do final do século XIX e início do século XX. Essa massa católicas, impregnadas de Rerum Novarum, tinha ouvido em todas as igrejas que estavam convencidas de que tinham o dever de sofrer em silêncio e trabalhar. Tenha-se presente que as massas que imigraram para a América provinham sobretudo de todos os países católicos.&lt;br /&gt;A Rerum Novarum é equânime em seu ódio contra liberais e socialistas. "Esta conversão da propriedade particular em propriedade coletiva, tão preconizada pelo socialismo, não teria outro efeito senão tomar a situação dos operários mais precária, retirando-lhes a livre disposição do seu salário e roubando-lhes, por isso mesmo, toda a esperança e toda a possibilidade de engrandecerem o seu patrimônio e melhorarem a sua situação".&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Conclusão:&lt;br /&gt;"A proposta do ócio criativo como uma ferramenta para o aprimoramento pessoal fora do trabalho é uma das mais belas teorias já produzidas, cuja efetivação é possível, pois cada vez mais nos deparamos com a necessidade de compor o nosso conhecimento e desenvolvimento pessoal com atividades que agreguem valor, prazer e qualidade de vida, pois como diz Domenico - " A criatividade não é só idéias, é unir fantasias com concretizações."&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;"Ganhar a vida trabalhando não é suficiente. O trabalho tem de permitir também viver a vida."&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Pela Abolição do Trabalho Mecânizador.&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15288286-112603035740754137?l=projetosapiensdemens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/feeds/112603035740754137/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15288286&amp;postID=112603035740754137&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/112603035740754137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/112603035740754137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/2005/09/o-imbecil-especializado-continuamos.html' title=''/><author><name>Viny Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13721069632693973355</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15288286.post-112567598220819966</id><published>2005-09-02T08:39:00.000-07:00</published><updated>2005-09-02T08:50:32.880-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://www.p22.com/products/images/dada.gif"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.p22.com/products/images/dada.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O livro indecifrável na tua prateleira.Os gritos de qualquer paspalho como eu. Pedaços da mesma mentira. Servindo a Industria onde deus dormiu ou DEUS MORREU. Pela manhã o sonho pelo ralo. O espelho Arranca o teu Nome Com Sabão. Te fizeram decorar TEUS NOMES, te fizeram (desenhar) um coração. A indústria da tua realidade te quer pra bater cartão # p -e -d -a -ç -o -s da mesma mentira pedaços da mesma............................... ((((((ILUSÃO)))))). &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15288286-112567598220819966?l=projetosapiensdemens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/feeds/112567598220819966/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15288286&amp;postID=112567598220819966&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/112567598220819966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/112567598220819966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/2005/09/o-livro-indecifrvel-na-tua-prateleira.html' title=''/><author><name>Viny Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13721069632693973355</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15288286.post-112558981132809607</id><published>2005-09-01T08:24:00.000-07:00</published><updated>2005-09-01T09:07:12.896-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://img.photobucket.com/albums/v505/jeppy41/smiths.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://img.photobucket.com/albums/v505/jeppy41/smiths.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Praticar a deriva e ver a cidade viva.&lt;br /&gt;As pessoa, os carros, os letreiros, tudo é vida.&lt;br /&gt;A cidade conversa conosco, nos seduz, nos ama, nos odeia.&lt;br /&gt;Eu não quero ficar em casa está noite. Quero sair e ver tudo isso, quero acreditar que ainda há uma esperança.&lt;br /&gt;Não seremos mais mecânizados e nem seremos parte da máquina. Voltaremos a ser um orgânismo vivo que se alimenta da vida da cidade.&lt;br /&gt;Há uma luz que nunca se apaga e eu quero ver esta luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;The Smiths - There is a light that never goes out &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Take me out tonight &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Where there's music and there's people &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;And they're young and alive &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Driving in your car &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I never never want to go home &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Because I haven't got one &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Anymore&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Take me out tonight &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Because I want to see people and &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I Want to see life &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Driving in your car &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Oh, please don't drop me home &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Because it's not my home, it's their &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Home, and I'm welcome no more &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;And if a double-decker bus &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Crashes into us &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;To die by your side &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Is such a heavenly way to die &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;And if a ten-ton truck &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Kills the both of us &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;To die by your side &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Well, the pleasure - the privilege is mine &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Take me out tonight &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Take me anywhere, I don't care &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I don't care, I don't care &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;And in the darkened underpass &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I thought Oh God, my chance has come at last&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(But then a strange fear gripped me and I Just couldn't ask) &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Take me out tonight &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Oh, take me anywhere, I don't care &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I don't care, I don't care &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Driving in your car &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I never never want to go home &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Because I haven't got one, da ... &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Oh, I haven't got one &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;And if a double-decker bus &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Crashes into us &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;To die by your side &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Is such a heavenly way to die &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;And if a ten-ton truck &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Kills the both of us &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;To die by your side &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Well, the pleasure - the privilege is mine &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Oh, There Is A Light And It Never Goes Out &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;There Is A Light And It Never Goes Out &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;There Is A Light And It Never Goes Out &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;There Is A Light And It Never Goes Out &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;There Is A Light And It Never Goes Out &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;There Is A Light And It Never Goes Out &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;There Is A Light And It Never Goes Out&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;There Is A Light And It Never Goes Out &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;There Is A Light And It Never Goes Out &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15288286-112558981132809607?l=projetosapiensdemens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/feeds/112558981132809607/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15288286&amp;postID=112558981132809607&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/112558981132809607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/112558981132809607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/2005/09/praticar-deriva-e-ver-cidade-viva.html' title=''/><author><name>Viny Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13721069632693973355</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15288286.post-112482965862569267</id><published>2005-08-23T13:26:00.000-07:00</published><updated>2005-08-23T13:44:47.643-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>...Olhava pra mim como se nunca tivesse visto coisa tão deslumbrante. Eu desconhecia este tipo de sentimento, de ser observado, admirado, desejado. Andou ao meu redor, respirou na minha nuca e sem dizer uma palavra olhou dentro dos meus olhos e me beijou. Um beijo molhado com uma lingua que dançava frenéticamente dentro da minha boca, pensei:&lt;br /&gt;"Ó Deus, o que mais me falta agora?"&lt;br /&gt;Tinha um quadril largo e ancas das quais eu não exitei em apertar. Você não pode imaginar o poder das ancas, que elas sejam como mães, que caibam todos nas ancas!&lt;br /&gt;Parou de me beijar e tornou a me olhar, percebi que ela tinha uma grande cicatriz do lado esquerdo da face, que chegava quase na orelha. O que diabos teria sido aquilo? uma briga? apenas auto mutilação? não sei...Mas com aquele espírito ela seria capaz de tudo até de arrancar todas as estrelas do céu, só pra acabar com o sonho dos românticos casais de namorados.&lt;br /&gt;Tomou um grande gole de vodka sem dizer uma palavra, e eu ali imóvel, temeroso, é nessas horas que nós percebemos que o pinto no meio das pernas não nos da segurança nenhuma, somente o conforto em tê-lo ali.&lt;br /&gt;Ela acendeu um cigarro, me ofereceu um apenas com um gesto, eu recusei. Terminou de tomar seu drink e foi embora.&lt;br /&gt;No minuto seguinte paguei a conta e sai do bar, olhei para todos os lados, olhei as luzes piscando, as prostitutas que procuravam desesperadamente seus fregueses na rua, os carros passando lentamente com seus motoristas pais de familia respeitáveis, procurando por alguma diversão, e decidi ir pra casa a pé. Tinha certeza que essa seria uma noite muito longa...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15288286-112482965862569267?l=projetosapiensdemens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/feeds/112482965862569267/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15288286&amp;postID=112482965862569267&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/112482965862569267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/112482965862569267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/2005/08/blog-post.html' title=''/><author><name>Viny Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13721069632693973355</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15288286.post-112439804400566196</id><published>2005-08-18T13:45:00.000-07:00</published><updated>2005-08-18T13:47:24.010-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ativismo e Fetichismo.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ativismo é o fetichismo da ação. O ativismo se define por acreditar que a ação é algo dado e evidente. Para o ativismo, pensar radicalmente aquilo que se faz é completamente secundário. Como a ação não é algo dado nem evidente para ninguém, os ativistas são obrigados, para manter sua ilusão, a se colocar como seres exteriores à sociedade. Eles então vão para as favelas etc tentar "educar" e "agitar" as massas ou então fazem ridículas passeatas "anti-G8" etc. Só isto já denuncia que só pode ser ativista quem tem tempo para isto, ou seja, quem não trabalha, quem não é explorado, quem é privilegiado suficiente para se colocar como "educador" e "agitador" da sociedade. Por consequência, o ativismo desemboca necessariamente no vanguardismo, na hierarquia. Enquanto a pequena-burguesia fica se divertindo com seu ativismo, os proletários, ao contrário, sabotam cotidianamente o trabalho a que são forçados pela burguesia e pelo Estado, e alguns proletários aqui e ali começam a pensar radicalmente o que fazem, começam a estudar a sociedade em que vivem, começam a trocar conhecimentos com outros proletários sobre como a classe dominante impõe o trabalho e perpetua a sua dominação, sobre como a ditadura da mercadoria impõe o desemprego, forçando os proletários ao trabalho e reproduzindo o Estado e a polícia para punir os proletários que se recusam ao trabalho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15288286-112439804400566196?l=projetosapiensdemens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/feeds/112439804400566196/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15288286&amp;postID=112439804400566196&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/112439804400566196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/112439804400566196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/2005/08/ativismo-e-fetichismo.html' title=''/><author><name>Viny Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13721069632693973355</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15288286.post-112439589065292082</id><published>2005-08-18T13:09:00.000-07:00</published><updated>2005-08-19T13:46:28.426-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;"A poesia mais rica, é um sinal de menos"&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Carlos Drummond de Andrade.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15288286-112439589065292082?l=projetosapiensdemens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/feeds/112439589065292082/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15288286&amp;postID=112439589065292082&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/112439589065292082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/112439589065292082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/2005/08/poesia-mais-rica-um-sinal-de-menos.html' title=''/><author><name>Viny Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13721069632693973355</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15288286.post-112411676765506132</id><published>2005-08-15T07:25:00.000-07:00</published><updated>2005-08-15T07:39:28.553-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://www.el-mundo.es/ariadna/2001/A041/imagenes/index.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.el-mundo.es/ariadna/2001/A041/imagenes/index.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;em&gt;Aos olhos alheios&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A fuga me forçou a isso, fazer parte da contra-cultura.&lt;br /&gt;Somos presas fáceis, clichês, regras e dogmas.&lt;br /&gt;Enxergar o que você não quer ver.&lt;br /&gt;Estamos prontos pra venda, não há mais revolucionários.&lt;br /&gt;Nossas roupas são outras e as atitudes as mesmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como o mundo lá fora, artificial e perecível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Odiamos os modismos, mas temos nossas modas.&lt;br /&gt;Mudamos de acordo com a estação.&lt;br /&gt;Nos tornamos então, nossos maiores inimigos.&lt;br /&gt;Diferente aos olhos alheios, mas iguais em nossos erros.&lt;br /&gt;Não gostamos das regras, porque impomos nossas regras.&lt;br /&gt;Deixamos de ser únicos, somos apenas mais um.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15288286-112411676765506132?l=projetosapiensdemens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/feeds/112411676765506132/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15288286&amp;postID=112411676765506132&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/112411676765506132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/112411676765506132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/2005/08/aos-olhos-alheios-fuga-me-forou-isso.html' title=''/><author><name>Viny Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13721069632693973355</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15288286.post-112386214604580210</id><published>2005-08-12T08:50:00.000-07:00</published><updated>2005-08-12T08:55:46.056-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://www.organismo.art.br/apodrece/bruxo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://www.organismo.art.br/apodrece/bruxo.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Entrevista com o pirata vitoriamario&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Polêmico assunto já gerou inúmeras desavenças de laboratórios de clonagem a curadorias de salões de arte de várias partes do mundo. Pouco realmente se sabe sobre vitoriamario, tudo que já fora encontrado (documentações, obras, depoimentos, entrevistas, vestígios ) até aqui pode ser considerado como mera especulaçâo para alimentar o mito, muitos dos pesquisadores sustentam teses divergentes, até um fórum foi criado para debater sobre o assunto - I Encontro Mundial do Triângulo Mudo - que aconteceu na cidade de Chapecó-SC em 1997 onde cientistas, historiadores, linguistas, artistas, antropólogos, metafísicos, simpatizantes compareceram em grande número, foi um rico encontro que possibilitou a troca de informação (isto é, suposições e conveniências) e o fato constatado é que jamais em toda história fora encontrado assunto tão divergente no que diz respeito a veracidade dos fatos e datas. O que somente pode-se fazer aqui é comentar certas atitudes vitoriamario que por um alto grau de incidência em várias épocas e situações distintas se constituem quase como o vitoriamario absoluto.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Apodrece e vira adubo - Quando surgiu Vitoriamario?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Vitoriamario - O primeiro registro de vitoriamario data dos pré socráticos, alias o próprio Sócrates, foi uma brincadeira inventada por ele. Na época vitoriamario morava em uma comunidade dionísica fundada numa ilha do mar adriático que já possuia seu próprio partenon de idolos todos chamados sócrates, uma piada interna entre eles para caçoar do folclore de seus conteranêos que há tempos havia se tornado motivo para distrair o povo grego dos despotas esclarecidos de Atenas. Por isso Sócrates não deixou escritos pois foi uma piada dos vitoriamario pré-socráticos, assim como Jesus foi um apelido para Pedro, João e outros 10. O secreto Vitoriamario hebreu verdadeiro mentor do discurso cristão que acabou deturpado em Roma. Vitoriamario é um apelido elitizado, uma espécie de seita secreta racionalista que tem sobrevevido há gerações. Resolvi adotar sua alcunha em homenagem ao Vitoriamario que lutou na Guerra do Contestado aqui em meu território, se bem que ele era mais um cancioneiro do que um soldado... Já pelo viés da arqueologia o primeiro vestígio de vitoriamário foi encontrado por um nativo no Morro do Sabão (Ilha do Mel-PR) em 1805, na rocha dizeres em língua nativa e desenhos eróticos de grandes sacanagens tribais. Muitas pessoas acham que o morro seja amaldiçoado pela fúria de Vitoriamario, devido ao alto índice de acidentes ocorridos por lá. Mais recentes são as apresentações multi-sensoriais que um grupo de artistas nômades realizam a pelo menos 12 anos, usando desde instrumentos eletroacústicos tradicionais, como captadores com bobinas enroladas ao viés, Banjolin (espécie de violão aspirador de pó), ventiladores gigantes, aceleradores de particulas sonoras, dodecaedros e mutilações... Bem, tem muita coisa sobre ele em meu site, mais não é motivo para reverências, ele está morto e hoje Vitoriamario sou eu... ou você, o que importa?&lt;br /&gt;Vitoriamario surgiu de uma doença brincar de avançar na evolução da percepção humana, a começar pela descarga signica da inútil ditadura da linguagem, seguindo do despotismo autoritário da comunicação. Na obra "Diga o que eu disse" (1987) onde vitoriamario saiu no calçadão da rua XV com um gravador e pedia aos passantes que repetissem frases ditas por ele, tendo como resultado a curiosa estatística - dos mais de trinta abordados ninguém conseguiu repetir as frases corretamente, porém crendo que o tivessem feito. Vitoriamario surge da sinergia entre os pólos comunicacionais, o eu e o outro deixam de ter sentidos opostos, emissor e receptor se tornam vitoriamario, a criação de sentido é coletiva e colaborativa (não impositiva), assim vitoriamario significa o que o contexto sugere: Jesus Cristo, Vênus, eu, você, muitos, poucos, ninguém, etc...&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Apodrece e vira adubo - Quem ou o que é Vitoriamário?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;VM: Só mais um vírus. Chamem de TAZ ou qualquer nome estroncho novo que inventaram na Internet nos últimos dias, mas ele é apenas o velho vírus de inconformismo, o verdadeiro olhar humanista. A nossa lucidez agonizante. Como numa fala de um ácaro na obra teatral Malditos somos nós tentando ser nós mesmos: "Eu, tu, ele, nós, vós, eles, todos uns estúpidos sem direção", Também considerado como um corpo virótico dentro do caos implantado. A saturação anima vitoriamario, um ou todos os pontos de vista, assim como se perdeu o sentido das coisas, perde-se com vitoriamário o falso valor das coisas, vitóriamario abre a porteira das mulitiplas percepções tanto sensoriais, como imagéticas ou simbólicas, um Matema onde toda verdade cai por terra, vitoriamario é todas elas.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Apodrece e vira adubo - Por quê Vitoriamário?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;VM: Poderia ser João Paulo II ou Madre Paulina, Malinowski ou Lacan, mas daí você não perguntaria o porque. É um objeto sonoro sem referência portanto um simbolo gráfico de uma onda senoidal pura, ideal, infinita, paradoxal, em forma de pessoa, o eu e o outro, mulher, homem, 0 e 1, o tudo e o nada, o blá e o blá... lidar com o medo, com o recalque, quebrar tabus, correr a margem ou pelo meio da noção do nada propiciando situações de descondicionamento, reverter a indiferença e a ignorância ou mesmo a plenitude, mover o mundo com tropeços, simplificar o prolixo, ganhar em ingenuidade, desmistificar o discurso, porque é bom brincar...&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Apodrece e vira adubo - Qual o relacionamento de Vitoriamario com outras entidades como por exemplo Luther Blisset?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;VM: Catzo! Sim fui eu quem matei Luther Blisset. Nos últimos dias ele tem aparecido até mesmo em suplementos culturais de jornais por isso informo que há muito Blisset está morto aqui no Brasil. Me apropriarei de muitos de seus textos pois foi ele quem primeiro quis se apropriar da língua em que penso, o português brasileiro - seus zumbis possuídos na editora Conrad, os soldados do Pokemon, vendem traduções do sintoma europeu por 15 dolares por aí... - VITORIAMARIO CONFUNDE-TE POR MUITO MENOS. Se queres confusão mesmo, larga teu emprego idiota, agarra na nobre humildade pedidente dos favores de seus amigos e familiares e aliste-se na verdadeira jihad anti-espetáculo. Levaremos vitoriamario até as mentes sujas da elite cultural da imprensa cosmopolita e quando eles decidirem assumir vitoriamario como seu filho bastardo, vitoriamario se matará em praça publica pregado numa cruz de ponta cabeça em chamas. Avanti VitoriaMario!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Apodrece e vira adubo - Como vitoriamario é? Calmo, doce, absurdo, mal-humorado?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;VM: Simplesmente você lendo-se agora.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Apodrece e vira adubo - Vitoriamário defende algum tipo de ativismo, de blefe, de anti-arte ou de fraude?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;VM: Toda verdade é ameaçadora, não creio em crer. Vitoriamario é um meta logos que engloba todos os outros não é necessário se valer de outros, quero mais é que tudo se misture dentro de um liquidificador ligado no máximo, a vida é um milk shake, chega de regras e estatismo. Tudo é fluxo: SANGRE!!!Vitoriamario!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Apodrece e vira adubo - E quanto ao Plágio, ao deturnamento, o cut-up desafiando a sociedade de controle?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;VM: Plágio, deturnamento, cut-up, colagem, cópia, vampirismo, gozação chamem como quiserem tudo é vitoriamario e afirmo isto com veemência, me aproprio de qualquer meme, de qualquer partícula, cultura, produto, nome da forma que eu bem entender pelo fato eu sê-lo também, afinal mesmo em fluxo contínuo no fim da história tudo apodrece e vira adubo. Quem fez antes do que? Datas, ônus, direitos, o que querem dizer: "fui eu, sou mais criativo, sou superior, sou encantado, sou gênio, vocês aí se quiserem podem me ter desde que me comprem na livraria..". que espécie de chantagem ou gozo é este? A sociedade de controle pouco tem a fazer ao meu respeito porque me aproprio dela também, assim como sou sua causa, sou a consequência, sou múltiplo e sou ninguém,sou metafísico em que a própria definição já não importa, basta olhar para o céu estrelado, está lá. Nada é novo. No fim tudo vira especulação financeira. Quero livros grátis pra sustentar minha doença de preferencia digitalizados para eu mudar tudo que está escrito e assinar no meu nome.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Apodrece e vira adubo - Qual a função do plágio em Vitoriamário?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;VM: E qual a função do original? Consumir um novo discurso? Prepotência? Preconceito? Inércia? Vitoriamario veio pra destruir o discurso, a retórica, banalizar a moral e ética implícita e incralacada, veio para enfurecer os recalcados, que engulam com farinha seus egos, mitos e reverências... Fim a história! Fim ao verbo! ao julgamento! estupro toda verdade, porque esta não é, chega do jogo sou a independência de mim mesmo, sou tudo e ninguém...&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Apodrece e vira adubo - Quais os planos de vitoriamário: Dominar o mundo? Terrorismo poético? Egotrip ou consCiência?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;VM: O projeto Vitoriamario de progresso humanista defende a fundação de colonias piratas em ranchos rusticos e ilhas, porém com uma assimilação sincretista dos folclores locais, isolamento completo da civilização industrial cosmopolita a não ser para arrecadação de fundos por meios de pequenos cyberhackerismos em instuições sem propósitos sociais, para sustentar uma cultura superior baseada da produção livre de bens de uso pragmático para a subsistencia e celebração à vida e revolução sexual, o que não implica em regresso tecnólogico, porém sem sensacionalismo científico. Enfim, seja um Vitoriamario, e verá.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Apodrece e vira adubo - Em que acredita Vitoriamário?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;VM: Você acredita em Vitoriamario? Em vida simples, despretenciosa mas sem banalidade? Emergindo do potencial de criação e transformação - da transubstanciação do ser humano vitoriamario é puro fluxo - o despertar das percepções. Porque cada partícula é tão bela como uma estrela.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Apodrece e vira adubo - E o futuro para Vitoriamário?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;VM: A morte espetacular.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15288286-112386214604580210?l=projetosapiensdemens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/feeds/112386214604580210/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15288286&amp;postID=112386214604580210&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/112386214604580210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/112386214604580210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/2005/08/entrevista-com-o-pirata-vitoriamario.html' title=''/><author><name>Viny Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13721069632693973355</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15288286.post-112367830888367702</id><published>2005-08-10T05:50:00.000-07:00</published><updated>2005-08-10T05:51:48.886-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>E tudo começa agora!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15288286-112367830888367702?l=projetosapiensdemens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/feeds/112367830888367702/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15288286&amp;postID=112367830888367702&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/112367830888367702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15288286/posts/default/112367830888367702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://projetosapiensdemens.blogspot.com/2005/08/e-tudo-comea-agora.html' title=''/><author><name>Viny Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13721069632693973355</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
